O EcoHub Sol Nascente, operado pela Marquise Ambiental, posiciona-se como um centro integrado de gestão de resíduos na Região Metropolitana de Fortaleza que visa transformar o descarte em insumos úteis, água de reúso e energia. Instalado em 163 hectares, o complexo foi concebido para atender a demanda metropolitana e já recebe resíduos de municípios como Aquiraz, Eusébio e Guaiúba, com negociações em curso para ampliar a área de atuação.
O empreendimento funciona como um hub ambiental que vai além da destinação final: combina tecnologias e processos para recuperar materiais e gerar produtos com valor agregado. Entre as soluções adotadas estão sistemas de monitoramento ambiental contínuo, impermeabilização do solo e tratamento de chorume por osmose reversa, procedimento que permite recuperar e reinserir o efluente como água de reúso.
A infraestrutura do EcoHub também incorpora iniciativas de aproveitamento energético, incluindo produção de biometano, e uma planta de compostagem destinada à valorização de resíduos orgânicos. Segundo a direção da Marquise Ambiental, a soma de capacidade técnica, escala operacional e investimentos contínuos é o que viabiliza a conversão de um passivo ambiental em um ativo estratégico para a região.
O avanço do projeto ocorre em meio a um quadro nacional desafiador: em 2024 o Brasil gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), e cerca de 34% desse total teve destinação inadequada em lixões ou aterros controlados. O Nordeste é responsável por 24,7% da geração nacional, e mantém indicadores de coleta e destinação inferiores aos de outras regiões.
No Ceará, a situação evidencia essa desigualdade. Em 2025, somente 18,48% dos municípios dispunham de sistemas de destinação final considerados adequados, com cobertura concentrada nas áreas mais urbanizadas. Cerca de 43% da população estadual está atendida por sistemas adequados, mas a infraestrutura permanece insuficiente frente à demanda.
Para Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental e conselheiro da Abrema, o problema extrapola a questão técnica e requer modelos estruturais e financeiramente sustentáveis. Na avaliação dele, sem essa sustentabilidade será difícil atribuir destinação correta às milhões de toneladas produzidas anualmente, o que compromete o meio ambiente, a saúde pública e desperdiça materiais com potencial econômico, ressaltando a importância de operadores especializados.
Imagem: Divulgação
Com mais de quatro décadas de operação, a Marquise Ambiental afirma atender cerca de 22 milhões de pessoas no país, coletar aproximadamente 13 milhões de toneladas de resíduos por ano e tratar 3,6 milhões de toneladas em dez cidades. No Ceará, a empresa participa da GNR Fortaleza em parceria com a MDC, iniciativa apontada como a maior planta de biometano do Norte e Nordeste, que converte resíduos em combustível renovável.
O EcoHub Sol Nascente representa, segundo seus operadores, uma mudança de paradigma na gestão de resíduos ao integrar tecnologia, escala e práticas sustentáveis para transformar materiais descartados em recursos e equipamentos para o desenvolvimento urbano e econômico da região.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6