A farmacêutica americana Eli Lilly anunciou uma queda de até 35% no preço de combos do Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida, no Brasil, em medida que amplia a concorrência no mercado de tratamentos para obesidade e diabetes.

A decisão foi tomada poucos dias após a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da primeira semaglutida fabricada no país. O movimento ocorre em um segmento que, segundo estimativas do setor, deve movimentar cerca de R$ 15,6 bilhões em 2026.

Pelos novos valores, o combo que reúne caixas das dosagens de 2,5 mg e 5 mg passou de aproximadamente R$ 3,4 mil para R$ 2.250, uma redução superior a R$ 1,1 mil. O pacote com doses mais elevadas também teve cortes que podem gerar economia de até R$ 2,6 mil para os pacientes. A empresa diz que a estratégia integra um programa de suporte destinado a ampliar o acesso ao tratamento.

O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, teve crescimento expressivo de vendas globalmente: tornou-se o medicamento líder em faturamento no mundo, com receita de US$ 8,7 bilhões somente no primeiro trimestre deste ano. Esse desempenho elevou ainda mais a concorrência entre fabricantes de terapias para perda de peso e controle glicêmico.

Além da aprovação da semaglutida nacional, o setor registra avanço de outras alternativas comerciais. Empresas nacionais e internacionais ampliam investimentos para disputar um público cada vez maior interessado em tratamentos para obesidade, condição que afeta milhões de brasileiros e é um desafio de saúde pública no país.

Eli Lilly reduz preço do Mounjaro no Brasil e intensifica disputa entre fabricantes

Imagem: Divulgação

A tendência apontada pelo mercado é de aumento da competitividade nos próximos meses. A Anvisa analisa atualmente diversos pedidos de registro de medicamentos voltados ao controle de peso e diabetes, o que pode ampliar a oferta e exercer pressão adicional sobre os preços.

Especialistas consultados pelo setor avaliam que a entrada de novos concorrentes, combinada com a redução de preços, pode tornar os tratamentos mais acessíveis, embora esses medicamentos continuem entre os de maior custo no mercado farmacêutico brasileiro.

Com informações de Portalin