Entre 13 e 16 de abril, durante o 41º Simpósio Espacial anual da Space Foundation em Colorado Springs (Colorado, EUA), a empresa Max Space, da Flórida, apresentou um habitat espacial expansível em escala reduzida destinado a missões na órbita baixa da Terra, na Lua e além.
O modelo exibido mostra uma arquitetura concebida para aumentar o volume útil a bordo com menor massa no lançamento e menos complexidade logística, segundo a própria companhia. A demonstração física, conforme declarou o cofundador e CEO Saleem Miyan, busca ilustrar uma nova abordagem para infraestrutura espacial aplicável a estações comerciais em órbita baixa, estruturas na superfície lunar e missões de espaço profundo.
Necessidade de estruturas habitáveis escaláveis
Miyan afirmou que, diante da possibilidade de presença humana contínua fora da Terra, será preciso desenvolver habitats que possam ser ampliados conforme as demandas de vida e trabalho no espaço. A Max Space também citou sua experiência em ciência de materiais e o conceito de Prontidão Prática dos Materiais (PRM), que complementa os tradicionais níveis de prontidão tecnológica (TRLs). Segundo a empresa, esse acúmulo de conhecimento ao longo de mais de três décadas indica que os materiais empregados já estariam aptos para missões de longa duração e para habitação lunar.
Em fevereiro, a Max Space anunciou uma parceria estratégica com a Voyager Technologies voltada ao desenvolvimento de infraestrutura espacial. A Voyager afirmou que operações sustentadas na Lua exigem soluções industriais robustas, com capacidade de resistência e escalabilidade, e passou a considerar a superfície lunar como um novo domínio operacional dentro da economia espacial.
A Max Space desenvolve módulos expansíveis que podem ser lançados de forma compacta e depois se expandir em até 20 vezes do volume inicial. Essa técnica permite, por exemplo, enviar estruturas maiores a bordo de um único foguete Falcon 9, da SpaceX. O cronograma divulgado pela empresa prevê testes em solo e demonstrações em órbita ainda nesta década, com foco em missões planejadas para a Lua e para Marte em consonância com os calendários da NASA.
Imagem: Divulgação
O protótipo em escala reduzida exibido no simpósio teve o objetivo de mostrar como o conceito pode reduzir custos de lançamento e simplificar a logística de montagem, mantendo a possibilidade de aplicação em diferentes ambientes espaciais, de estações orbitais comerciais a bases na superfície lunar.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6