R$200 por apresentação: ex-Paquita revela realidade dos bastidores e Xuxa se manifesta

Declaração de Juliana Baroni sobre pagamentos nos anos 1990 reacende debate sobre remuneração das assistentes de palco

Juliana Baroni trouxe à tona um episódio pouco conhecido da era áurea do programa de Xuxa. Em entrevista recente, a atriz explicou quanto as Paquitas recebiam nas apresentações e disse que os valores eram bem menores do que o público imaginava.

O relato que surpreendeu

Baroni — que participou do grupo entre 1990 e 1995 — afirmou que, apesar da visibilidade, os cachês das Paquitas eram modestos. Segundo ela, quando a apresentadora cobrava cifras altas por show, as assistentes recebiam quantias na casa de R$200 por apresentação.

Ela detalhou que a rotina incluía shows, gravações, filmes e contratos na emissora, e que a soma desses ganhos ajudava no dia a dia, mas não proporcionava luxo ou investimentos como comprar imóvel. Juliana também contou que conseguiu poupar parte do que recebeu graças à disciplina dela e da família.

A resposta de Xuxa e a gestão financeira

Após a repercussão, Xuxa respondeu nas redes sociais confirmando que os pagamentos citados por Baroni condizem com os registros da época. A apresentadora afirmou que o valor dos cachês das Paquitas saía de verbas ligadas aos seus contratos, mas que a administração desses recursos ficava a cargo da produção.

Xuxa mencionou diretamente Marlene Mattos como responsável pela gestão financeira dos projetos naquele período, frisando que não acompanhava os detalhes cotidianos do caixa. A declaração reacendeu lembranças sobre como a estrutura do programa era organizada nos bastidores.

Imagem: Divulgação

Por que a história importa

O episódio ilumina uma faceta pouco vista do show business: a diferença entre exposição pública e retorno financeiro real para parte do elenco. A conversa também reacende questionamentos sobre divisão de ganhos em projetos de grande alcance.

Mais de três décadas depois, as recordações de Baroni e a confirmação de Xuxa trazem à tona tanto a nostalgia do formato quanto dúvidas sobre práticas de remuneração na indústria cultural.