Quem observa a Lua espera, em geral, vê-la com brilho intenso e coloração branca. No entanto, em determinadas circunstâncias, o satélite natural da Terra pode apresentar um tom alaranjado. Esse efeito óptico ocorre pela interação da luz refletida pelo astro com a atmosfera terrestre.

Como a Lua reflete a luz do Sol

Ao contrário do que se imagina, a Lua não gera luz própria. Ela apenas reflete a radiação do Sol, que emite luz policromática – ou seja, composta por todas as cores do espectro visível (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Quando essas frequências se combinam, formam a luz branca que observamos em seu brilho normal.

Processo de dispersão atmosférica

Para que a luz refletida pela Lua alcance nossos olhos, ela precisa atravessar a atmosfera terrestre, composta por gases como nitrogênio e oxigênio, além de partículas microscópicas de poeira, pólen e até fumaça de queimadas. Durante essa travessia, as diferentes cores sofrem dispersão de formas distintas.

As ondas curtas de luz – correspondentes ao violeta, azul e parte do verde – são mais facilmente dispersadas pelas micropartículas presentes no ar. Já as ondas mais longas, associadas às cores quentes, como laranja e vermelho, resistem melhor a esse espalhamento. Com isso, boa parte das frequências de onda curta é filtrada, e as tonalidades mais quentes se tornam dominantes.

Efeito acentuado próximo ao horizonte

O fenômeno se intensifica quando a Lua está próxima ao horizonte, pois a camada de atmosfera que a luz precisa atravessar é maior. Quanto mais espesso o percurso pela atmosfera, mais prolongada é a dispersão das cores frias, resultando em um tom ainda mais alaranjado ou avermelhado.

Imagem: Divulgação

Portanto, a coloração alaranjada da Lua é consequência direta da dispersão seletiva das ondas de luz pelo ar e pelas partículas em suspensão. Esse mesmo princípio explica as tonalidades avermelhadas que vemos em pôr e nascer do Sol.

Com informações de Olhardigital