Os investidores estrangeiros retiraram R$ 149 milhões da Bolsa brasileira na sessão de 10 de junho, em um dia em que o principal índice cerrado em queda. O Ibovespa caiu 0,70% e fechou aos 168.619 pontos.

Apesar do resgate registrado na sessão, o capital externo segue com saldo acumulado positivo no ano. No levantamento do período, o fluxo externo mantém-se superior a R$ 38 bilhões em 2026, sinalizando que os recursos internacionais continuam sendo um componente relevante para a liquidez do mercado doméstico.

No balanço mensal, contudo, os investidores estrangeiros apresentaram retirada líquida. No mês até 10 de junho, houve saída de R$ 3,57 bilhões, resultado de R$ 112,3 bilhões em compras contra R$ 115,9 bilhões em vendas.

Outros segmentos mostraram movimentações distintas na sessão. O segmento de investidores institucionais registrou entrada líquida de R$ 544,8 milhões no dia 10 de junho e acumula, no mês, saldo positivo de R$ 3,01 bilhões. No entanto, no total do ano, os institucionais apresentam retirada líquida de R$ 33,4 bilhões.

As pessoas físicas também tiveram papel positivo na sessão, com aporte de R$ 298,1 milhões. Em junho, o saldo líquido dos investidores individuais alcança R$ 1,68 bilhão, enquanto o acumulado do ano permanece em R$ 1,5 bilhão de entrada líquida.

Em sentido oposto, as instituições financeiras diminuíram posição no pregão, com retirada de R$ 298,7 milhões no dia. O segmento apresenta saldo negativo de R$ 216,7 milhões em junho e acumula saída de R$ 4,56 bilhões desde o início de 2026.

Estrangeiros retiram R$ 149 milhões da B3; fluxo externo permanece positivo em 2026

Imagem: Leandro Martins

A categoria classificada como “outros investidores” registrou saída de R$ 395,2 milhões na sessão. No mês, esse grupo acumula retirada líquida de R$ 916 milhões e, no resultado do ano, saldo negativo de R$ 1,64 bilhão.

Mesmo com as variações observadas em junho e os fluxos negativos pontuais, o saldo positivo dos capitais estrangeiros no ano sustenta a participação internacional como um dos principais pilares de liquidez da Bolsa brasileira em 2026.

Com informações de Portalin