Brasil é apontado como maior beneficiário da queda de tarifas impostas por Trump

Um estudo da plataforma internacional Global Trade Alert concluiu que o Brasil foi o país que mais se beneficiou com a derrubada das tarifas comerciais aplicadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após decisão da Suprema Corte americana. A pesquisa analisou os 20 maiores países exportadores para os EUA e abrangeu mais de 274 mil fluxos comerciais.

De acordo com o relatório, as tarifas médias sobre produtos brasileiros registraram uma redução de 13,6 pontos percentuais, a maior queda entre as nações analisadas. Em seguida vieram a China, com retração de 7,1 pontos percentuais, e a Índia, com diminuição de 5,6 pontos percentuais.

A alteração decorre da decisão da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegal o chamado “tarifaço” implementado por Trump — conjunto de medidas que aplicava alíquotas elevadas e diferenciadas a diversos países. Com a sentença, o regime anterior foi substituído por uma tarifa global temporária de 15% sobre as importações, medida que ainda depende de aprovação pelo Congresso americano para permanecer em vigor.

Antes da revisão, as estimativas apontavam que o Brasil enfrentava uma tarifa média de cerca de 26,3% sobre seus produtos exportados para os Estados Unidos. Com a aplicação da tarifa temporária de 15%, o percentual médio efetivo para o país teria caído para aproximadamente 12,8%, segundo apurações citadas no levantamento.

Especialistas ouvidos no estudo destacam que a mudança tem potencial para afetar o comércio bilateral e as cadeias produtivas brasileiras, que vinham sofrendo tensões em razão de políticas protecionistas e tarifárias do governo norte-americano. Em 2025, a imposição de tarifas diferenciadas já havia provocado um impasse diplomático entre Brasil e Estados Unidos, além de debates sobre retaliações comerciais e medidas de defesa jurídica no exterior.

Imagem: Agencia-brasil

A análise da Global Trade Alert, ao mapear os impactos setoriais e geográficos da decisão da Suprema Corte, coloca o Brasil como principal beneficiário imediato da reversão parcial do regime tarifário implementado nos últimos anos.

Com informações de Portalin