Um estudo divulgado em 19 de maio de 2026 indica que a proposta de reforma do mercado de gás de cozinha beneficia organizações criminosas, segundo levantamento citado pela reportagem.

De acordo com o trabalho, a nova norma projetada para alterar o funcionamento do mercado de gás de cozinha teria efeitos que ampliam o espaço para a atuação de grupos criminosos. O estudo analisa a proposta de reforma e conclui que as mudanças previstas na regulação podem criar oportunidades para práticas ilícitas no setor.

O texto do estudo, publicado nesta data, descreve riscos associados à implementação da norma e aponta potenciais impactos sobre a cadeia de fornecimento do produto. Embora a proposta seja apresentada como uma reforma do mercado, o levantamento destaca que determinados dispositivos da norma favoreceriam atores ilegais, segundo a avaliação dos autores.

O trabalho expõe preocupações relativas à eficácia das medidas de controle e fiscalização previstas na proposta e considera que falhas nesses mecanismos poderiam contribuir para o fortalecimento de redes criminosas envolvidas na comercialização do gás de cozinha. O estudo também indica que os efeitos identificados podem ocorrer em diferentes etapas do mercado, caso a norma seja adotada nos termos propostos.

A divulgação do estudo ocorre em meio ao debate sobre a reforma do setor, que envolve propostas de alteração nas regras vigentes. O documento é apresentado como um elemento de análise sobre as consequências regulatórias da proposta e sobre os riscos potenciais para a segurança e integridade do mercado.

Imagem: REUTERS/Amit Dave/Foto de Arquivo

O levantamento traz elementos que, segundo seus autores, justificam a reavaliação de pontos da norma antes de sua eventual aprovação, visando mitigar os riscos apontados. O estudo conclui que, tal como está redigida a proposta, a nova norma pode favorecer a atuação de organizações criminosas no mercado de gás de cozinha.

Com informações de Valor.globo