A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer dedicada ao desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), registrou redução significativa do prejuízo no segundo trimestre de 2026, reflexo do progresso no programa de desenvolvimento e do controle de custos operacionais.

Entre abril e junho, a empresa teve prejuízo líquido de US$ 34,2 milhões, uma queda de 47,1% em relação aos US$ 64,7 milhões apurados no mesmo período de 2025. Essa melhora foi impulsionada, principalmente, pela redução das despesas com pesquisa e desenvolvimento, que passaram de US$ 45,7 milhões para US$ 28,9 milhões.

A companhia ainda não gera receita operacional, pois concentra seus investimentos nas fases de desenvolvimento, testes e certificação do eVTOL. A Eve atribui parte dos resultados aos gastos vinculados ao programa e às atividades realizadas em parceria com a Embraer, conforme o Master Service Agreement (MSA).

O consumo de caixa também apresentou melhora: no trimestre, a empresa utilizou US$ 49,4 milhões, ante US$ 56,9 milhões no mesmo trimestre do ano anterior, indicando maior eficiência na gestão dos desembolsos.

Ao final de junho, a Eve dispunha de US$ 403,3 milhões em caixa, equivalentes e aplicações financeiras. Considerando ainda linhas de crédito disponíveis junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e recursos vinculados a uma subvenção, a liquidez total somou US$ 531,3 milhões.

A administração da Eve afirma que esse montante é suficiente para sustentar as operações e financiar o desenvolvimento do programa até 2028, prazo considerado estratégico para a evolução do projeto e para os marcos de certificação e entrada em operação comercial do eVTOL.

Eve reduz prejuízo em 47,1% no 2º trimestre de 2026 e mantém caixa para avançar com eVTOL até 2028

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As despesas administrativas e comerciais se mantiveram praticamente estáveis, em US$ 8,3 milhões, e o quadro de funcionários permaneceu em 185 colaboradores. A empresa informou que os custos com pessoal e serviços terceirizados recuaram cerca de 5% na comparação anual, resultado que atribui às sinergias operacionais com a Embraer, mesmo com a valorização do real frente ao dólar no período.

Controlada pela Embraer, a Eve segue direcionando seus recursos ao cumprimento do cronograma de desenvolvimento e certificação de sua aeronave elétrica, mantendo foco em alcançar operação comercial nos próximos anos.

Com informações de Portalin