A cinebiografia Michael alcançou US$ 577 milhões em bilheteria desde sua estreia mundial em 24 de abril, tornando-se a segunda cinebiografia mais lucrativa da história, segundo dados do Deadline. A produção, dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por Jaafar Jackson, registrou desempenho robusto tanto nos Estados Unidos quanto no mercado internacional.
Até o momento, o filme soma US$ 240,4 milhões nas salas norte-americanas e US$ 336,88 milhões fora dos EUA. Com esse resultado, Michael superou o longa Elvis (2022), estrelado por Austin Butler, que encerrou sua passagem pelos cinemas com US$ 288,7 milhões globalmente.
Estreia recorde
No primeiro fim de semana, Michael rendeu US$ 97 milhões no mercado doméstico e US$ 120,4 milhões no exterior, totalizando US$ 217,4 milhões em sua abertura global, de acordo com o The Hollywood Reporter. O desempenho garantiu a melhor estreia nos Estados Unidos já registrada para uma cinebiografia, ultrapassando os US$ 80 milhões de Oppenheimer em 2023, e também representou a maior abertura mundial para uma cinebiografia musical.
Fora dos EUA, o filme liderou em 84 territórios; a França se destacou ao arrecadar US$ 7,2 milhões apenas no último fim de semana. Michael obteve a maior estreia para um longa biográfico musical em 63 países, incluindo Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Brasil, Austrália, Espanha, Holanda e nações do Sul da Ásia. A estreia no Japão está prevista para junho, com expectativas de bons resultados.
Contexto e polêmicas
Apesar do sucesso comercial, a produção enfrentou controvérsias. Produtores e o estúdio Lionsgate, liderados pelo produtor Graham King, optaram por remover do roteiro referências às acusações de abuso sexual infantil que marcaram o fim da carreira de Michael Jackson, alteração que provocou atrasos na produção, segundo o The Hollywood Reporter. O orçamento do longa foi estimado em US$ 200 milhões.
Enquanto o público respondeu positivamente nas bilheterias, a crítica especializada foi mais reservada: no Rotten Tomatoes, Michael aparece com 35% de avaliação. Ainda assim, o filme representou a maior estreia da Lionsgate desde a pandemia e figura como a sexta maior abertura da história do estúdio, atrás de quatro títulos da franquia Jogos Vorazes e do último filme da saga Crepúsculo.
Imagem: Grosby Group
No ranking das cinebiografias musicais, Bohemian Rhapsody, estrelado por Rami Malek, segue na liderança histórica, com US$ 910,8 milhões arrecadados mundialmente, conforme a Billboard. Em termos de aberturas no ano, Michael é a segunda maior até agora, atrás apenas de The Super Mario Galaxy Movie e à frente de Project Hail Mary, com Ryan Gosling.
O filme segue em exibição nas salas ao redor do mundo, enquanto o mercado acompanha as próximas semanas de arrecadação.
Com informações de Ofuxico

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6