Flybondi anunciou a suspensão da rota direta entre Puerto Iguazú, na Argentina, e Lima, no Peru. A companhia informou que os voos serão interrompidos a partir de 5 de junho, encerrando a ligação que estava em operação havia seis meses.

O que mudou e quando

A suspensão, segundo a empresa, decorre da dificuldade de manter a sustentabilidade comercial da linha internacional. Até o fechamento definitivo, permanecem programados quatro voos nos dias 25 e 29 de maio, além de 1º e 5 de junho, quando a operação será descontinuada.

Onde e por que a rota era relevante

A rota tinha importância para o turismo regional por conectar um dos aeroportos que atendem o fluxo de visitantes às Cataratas do Iguaçu. Na área trinacional, num raio de 40 quilômetros, existem três terminais internacionais: o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas (Brasil), o Aeroporto Internacional Cataratas del Iguazú (Puerto Iguazú, Argentina) e o Aeroporto Internacional Guaraní (Ciudad del Este, Paraguai).

Motivos apontados pela companhia

Em comunicado, a empresa citou aumento dos custos operacionais — em especial com combustíveis — combinado à procura aquém do esperado como fatores determinantes para a decisão. A ligação havia sido lançada como iniciativa para ampliar a conectividade turística entre as Cataratas do Iguaçu e a capital peruana, buscando fortalecer o fluxo internacional na região de fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai.

A Flybondi afirmou que seguirá dialogando com o Governo da Província de Misiones para avaliar alternativas que possibilitem uma retomada futura da conexão aérea internacional.

Impacto para passageiros e situação interna da empresa

Os passageiros afetados receberam notificações sobre o cancelamento. A companhia oferece duas opções: um voucher de crédito no valor integral da passagem, transferível a terceiros, ou o reembolso total do trecho não utilizado.

Imagem: divulgação

O encerramento da rota ocorre em momento de desafios operacionais para a aérea low-cost. A empresa enfrenta mudanças na gestão e litígios relacionados a atrasos no pagamento de funcionários desligados ou que aderiram a programas de aposentadoria voluntária; ações judiciais resultaram no bloqueio de contas bancárias.

O caso ilustra as dificuldades enfrentadas por companhias low-cost na América Latina, segmento pressionado pelo aumento de custos, volatilidade cambial e pela necessidade de manter altas taxas de ocupação para viabilizar economicamente as rotas.

Com informações de Portalin