Pesquisadores identificam fungos capazes de atuar sobre poliestireno dentro de praga agrícola

Pesquisadores brasileiros da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual Paulista (UNESP) localizaram quatro fungos no intestino da lagarta Helicoverpa, praga que causa danos extensos a plantações de soja, milho e algodão. Segundo o estudo, microrganismos isolados a partir do trato digestivo do inseto foram capazes de crescer sobre poliestireno (isopor) e provocaram alterações visíveis no material ao longo de 60 dias.

O trabalho, realizado pelas equipes das duas universidades, enfocou fungos presentes no intestino da espécie Helicoverpa — reconhecida pelos produtores brasileiros como uma das principais pragas agrícolas — e avaliou a interação desses microrganismos com amostras de poliestireno. Em um período experimental de 60 dias, os pesquisadores verificaram crescimento microbiano sobre o polímero e mudanças aparentes na superfície do isopor submetido ao ensaio.

Os cientistas relatam a presença de quatro fungos no conteúdo intestinal do inseto que demonstraram capacidade de se estabelecer sobre o poliestireno e provocar modificações observáveis no material após o período de avaliação. O achado sugere um potencial biológico desses microrganismos para interagir com resíduos de poliestireno, embora o estudo tenha se concentrado na identificação e em observações iniciais do fenômeno.

As instituições envolvidas no trabalho foram explicitamente a Universidade Federal de São Carlos e a Universidade Estadual Paulista, ambas situadas no Brasil. A pesquisa partiu da análise do microbioma intestinal da lagarta Helicoverpa, com atenção especial aos microrganismos que ali residem e à capacidade desses organismos de utilizar ou alterar materiais sintéticos como o poliestireno.

Os resultados documentados apontam para o crescimento dos fungos sobre o isopor e para alterações visíveis na superfície do polímero ao final do acompanhamento de 60 dias. O registro desse comportamento ocorreu no âmbito do estudo conduzido pelas equipes das duas universidades brasileiras e envolveu a observação direta das mudanças no material.

Fungos encontrados no intestino de lagarta que ataca soja, milho e algodão mostram capacidade de degradar isopor

Imagem: Divulgação

A pesquisa destacou a coexistência dos microrganismos no intestino da lagarta e a capacidade desses fungos de interagir com poliestireno (isopor) durante o período experimental, sem apresentar conclusões além das observações realizadas no estudo.

Com informações de Clickpetroleoegas