O Gemini permite restaurar, ampliar e colorizar fotografias antigas em poucos minutos, mantendo as características das pessoas retratadas. A ferramenta pode remover riscos, recuperar nitidez, reduzir granulação e realizar upscaling para impressão, desde que o usuário dê instruções específicas para preservar traços e evitar “invenções” pelo sistema.

Como usar

Para editar imagens no Gemini, o procedimento básico é simples: abrir o aplicativo, enviar a imagem, escolher em “Ferramentas” a opção “Criar imagem”, inserir o comando em texto e aguardar a geração. O artigo original também indica acompanhar o Canal do WhatsApp do Canaltech para novidades e tutoriais.

Um erro recorrente é solicitar apenas que a IA “melhore a foto”, expressão vaga que pode resultar em mudanças de idade, aparência ou mesmo identidade. Por isso, comandos claros que peçam a preservação de traços faciais são recomendados.

Dicas iniciais

Antes de aplicar prompts, o usuário deve pensar como um restaurador digital: manter expressão e traços originais, evitar pedidos genéricos, optar por ajustes pontuais (riscos, cor, nitidez), conferir o resultado em zoom e instruir o sistema a não inventar detalhes.

Os 12 prompts organizados por problema

O material sugere uma lista de 12 tipos de intervenção, cada qual com objetivo específico. A seguir, a descrição de cada caso e orientações de comando e ajuste fino.

1) Remover riscos e arranhões: limpar manchas sem “alisar” demais, preservando textura do papel e traços das pessoas. Ajuste fino: reduzir suavização em 30% e recuperar microtextura; reconstruir áreas “derretidas” de forma discreta.

2) Recuperar nitidez de imagem desfocada: realçar detalhes reais (cabelos, roupas) sem criar elementos novos; priorizar olhos, sobrancelhas e contorno da boca e evitar nitidez excessiva, adicionando um grão fino natural.

3) Reduzir ruído e granulação de digitalizações ruins: remover artefatos mantendo sombras e textura de tecido/cabelo. Ajuste: preservar 20% do grão original e não suavizar a pele além do natural.

4) Corrigir amarelamento e desbotamento: ajustar equilíbrio de branco e recuperar tons sem saturar demais; priorizar tons de pele realistas e reduzir saturação global se necessário.

5) Colorizar preto e branco com fidelidade: aplicar cores discretas coerentes com a iluminação e a época, evitando aparência de câmera moderna; usar paleta suave e preferir tons neutros se houver incerteza.

6) Restaurar apenas o rosto: intervenção localizada para remover riscos e recuperar detalhes sem alterar penteado, formato do nariz, olhos ou idade; usar referência de outra foto mais nítida quando disponível.

7) Reconstruir partes faltantes: recompor rasgos ou áreas apagadas de forma coerente com padrão de roupa, iluminação e granulação, sem adicionar objetos novos; diminuir detalhes se a reconstrução ficar artificial.

Gemini oferece 12 comandos prontos para restaurar, ampliar e colorizar fotos antigas preservando identidade

Imagem: Viviane França/Canaltech

8) Endireitar e recortar mantendo composição: corrigir inclinação e perspectiva com cortes sutis, preservando bordas, molduras ou assinaturas importantes e centralizando apenas quando necessário.

9) Ampliar para impressão (2x/4x): aumentar resolução para impressão mantendo textura fotográfica e bordas naturais; instruir a reduzir “detalhamento artificial” se surgirem texturas falsas.

10) “Modo fiel” para preservar identidade: solicitar restauração que não altere traços faciais, idade, expressão ou cor dos olhos, limitando intervenção a remoção de danos, nitidez e correção de tons.




11) Melhorar texto em imagem: tornar dedicatórias ou placas mais legíveis sem “alucinar” letras; aumentar contraste local e, se um caractere for incerto, mantê-lo borrado em vez de adivinhar.

12) Restaurar lote com consistência: usar a primeira restauração como referência de cor e contraste para as demais fotos do álbum, mantendo estilo uniforme (cor suave, remoção moderada de riscos, nitidez natural e grão fino).

Se o resultado não agradar

O guia lista comandos de correção rápidos para problemas comuns: reduzir suavização se a pele ficou “plastificada”; pedir reversão quando o formato dos olhos mudar; diminuir saturação para cores “neon”; recuperar definição do fundo se ele perder detalhes; e instruir para não remover marcas de expressão se a pessoa ficou rejuvenescida.

Perguntas frequentes

O Gemini consegue colorizar fotos históricas, mas funciona melhor quando o usuário informa o contexto (por exemplo, década) para escolher paletas típicas. As ampliações para impressão são possíveis — prompts de “ampliar para 4K” ou “upscaling para impressão” aumentam a densidade de pixels — e a IA pode alterar rostos caso o comando seja vago; por isso, recomenda-se sempre frases como “preserve a identidade” e “não altere traços faciais”.

A ordem sugerida para restauração é: primeiro tratar danos, depois corrigir cor e, por fim, ampliar.

Com informações de Canaltech