Uma fotografia recente do Telescópio Espacial James Webb publicada pela NASA retrata o aglomerado de galáxias MACS J0553.4-3342, cujas cores chegam até nós com um atraso de 4,4 bilhões de anos. A imagem foi capturada em 3 de julho, e registrada pela câmera de infravermelho NIRCam do telescópio em 2026.
Como a imagem mostra o passado do Universo
O registro funciona porque a luz precisa de tempo para percorrer as vastas distâncias do espaço. Como a radiação emitida por objetos distantes leva anos-luz para chegar à Terra, a imagem observada pelo James Webb não representa o estado atual das galáxias, mas sim sua aparência no momento em que aquela luz foi emitida.
A luz viaja a uma velocidade aproximada de 300 mil quilômetros por segundo, o que faz com que observações de regiões muito afastadas sejam equivalentes a visualizar acontecimentos ocorridos no passado. Projetado para investigar alvos a bilhões de anos-luz, o James Webb captura feixes que estão em trânsito pelo cosmos há períodos igualmente longos, permitindo aos cientistas observar estágios iniciais da formação estelar e galáctica.
O telescópio não é o único a oferecer visões do passado cósmico: instrumentos como o Hubble também já produziram imagens antigas do Universo. A diferença do James Webb reside em seus detectores infravermelhos de alta sensibilidade. Ao operar em comprimentos de onda infravermelhos, o JWST consegue captar luz que foi esticada pelo processo conhecido como desvio para o vermelho, consequência da expansão do espaço ao longo de bilhões de anos.
Esse estiramento transforma a luz originalmente emitida em frequências visíveis ou ultravioleta em luz infravermelha, invisível a olho nu. Assim, ao registrar essa radiação deslocada, o James Webb consegue revelar detalhes sobre estruturas que surgiram nas eras iniciais do cosmos, funcionando como uma ferramenta para estudar as primeiras fases da evolução galáctica.
Imagem: Divulgação
Quanto maior a distância de um objeto, maior o tempo que sua luz demora para chegar até nós; por isso, olhar para o céu noturno é também observar um mosaico de cenários de épocas anteriores do Universo. A imagem do aglomerado MACS J0553.4-3342 é mais um exemplo de como observatórios espaciais mapeiam esse passado remoto.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6