Em entrevista transmitida pela Record nesta quarta-feira (22), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou declarações do ex-governador Romeu Zema e afirmou que o conteúdo divulgado pelo pré-candidato “vilipendia a honra” do tribunal e de seus integrantes.
Comentário de Gilmar
Durante a participação na Record News, Gilmar Mendes ironizou as críticas de Zema ao STF e chegou a comparar a fala do ex-governador a um idioma de Timor-Leste: “Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim.” O ministro considerou “no mínimo, irônico” o ataque de Zema ao tribunal depois de o ex-governador ter solicitado autorização ao STF para adiar o pagamento de parcelas da dívida de Minas Gerais com a União.
Contexto e argumento
Gilmar afirmou que o tribunal foi acionado em momentos distintos para assegurar o fluxo de caixa do estado, apontando uma suposta contradição entre a atuação administrativa de Zema e seu discurso público. Segundo o ministro, a postagem de Zema atinge a honra do STF e de seus membros.
Resposta de Zema
Em resposta, o ex-governador questionou a declaração do ministro: “Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida.” Zema classificou o tribunal como o “pior Supremo da história” e manteve o confronto como eixo da pré-campanha, afirmando que, se eleito, proporá mudanças estruturais na Corte, incluindo a criação de mandato para ministros.
Medidas e investigações
Gilmar Mendes encaminhou pedido de investigação à Procuradoria-Geral da República (PGR) após a divulgação de um vídeo satírico que utilizava inteligência artificial e marionetes para simular um diálogo entre ministros do STF, com insinuações de favorecimentos e troca de interesses. O ministro também acionou a PGR contra o senador Alessandro Vieira, em razão do relatório da CPI do Crime Organizado que sugeriu o indiciamento de três ministros do Supremo.
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Reações e riscos apontados
Advogados constitucionais consultados apontaram que casos como o de Zema reproduzem episódios anteriores em que processos no STF poderiam resultar na eliminação de políticos da disputa eleitoral, já que eventual condenação criminal com trânsito em julgado permite a suspensão dos direitos políticos, conforme o artigo 15 da Constituição. Analistas têm alertado para o risco de o tribunal interferir no processo eleitoral de 2026 ao tornar possíveis candidatos inelegíveis.
Em reação à medida judicial contra Zema, deputados de oposição anunciaram a apresentação de novo pedido de impeachment contra Gilmar Mendes. Os parlamentares também informaram que levarão uma notícia-crime contra o ministro à PGR e uma manifestação formal ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Com informações de Conexaopolitica

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6