Economista Francisco “Chico” Lopes morre no Rio aos 81 anos
O economista Francisco Lafaiete Lopes, conhecido como Chico Lopes, morreu no Rio de Janeiro nesta sexta-feira aos 81 anos. Segundo informação hospitalar, ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco.
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Lopes teve atuação destacada nos principais debates sobre economia e política econômica do Brasil na segunda metade do século XX. Formado em economia pela UFRJ, concluiu o mestrado na Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getulio Vargas do Rio e defendeu doutorado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
No fim da década de 1970, Lopes fundou o programa de pós-graduação do Departamento de Economia da PUC-Rio, contribuindo para a formação de economistas que marcaram trajetórias posteriores no país.
Ao longo da carreira, participou da elaboração do Plano Cruzado (1986) e do Plano Bresser (1988). Teve passagem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 1979 e prestou consultoria à equipe que elaborou o Plano Real em 1994, sendo próximo a economistas como Edmar Bacha e Pedro Malan, que ele havia convidado para a PUC-Rio nos anos 1970.
No início do governo de Fernando Henrique Cardoso, Lopes ocupou cargos relevantes no Banco Central. A convite de Persio Arida, tornou-se o primeiro diretor de Política Econômica da instituição. Posteriormente, na gestão de Gustavo Loyola, assumiu a diretoria de Política Monetária e integrou o Comitê de Política Monetária (Copom), órgão responsável pela fixação da taxa Selic, que ganhou papel central no controle da inflação com a adoção do regime de metas.
Lopes também esteve no centro de episódios políticos e econômicos que marcaram a década de 1990. Foi substituído na direção do Banco Central por Arminio Fraga, que implantou o regime de metas de inflação em 1999. Nesse mesmo ano, tornou-se mais conhecido do público em razão do escândalo Marka/FonteCindam, ocorrido enquanto presidia o Banco Central.
Imagem: Ap
Sua família tem ligações históricas com a política nacional: o pai, Lucas Lopes, foi ministro da Fazenda entre 1958 e 1959 no governo de Juscelino Kubitschek, e seu irmão mais velho, Rodrigo Paulo de Padua Lopes, foi casado com Maria Estela Kubitschek, filha de Juscelino.
Chico Lopes deixa a esposa Ciça Pugliese, com quem foi casado por mais de 40 anos; os filhos Estefânia Maria Lopes, Bruno Pugliese e Sérgio Pugliese; e os netos Sofia Lopes, Stela Lopes, Bernardo Pugliese, Frederico Pugliese, Raphael Pugliese, Marina Pugliese e Antonio Pugliese.
O registro de sua morte encerra a trajetória de um economista que participou ativamente das principais discussões e medidas macroeconômicas do país nas últimas décadas do século passado e início do atual.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6