O Google revelou, nesta quinta-feira (30), o Gemini Robotics 2, nova geração de inteligência artificial projetada para controlar robôs humanoides de corpo inteiro. Segundo o Google DeepMind, o sistema permite que as máquinas caminhem, se agachem, manipulem objetos com as mãos e cooperem entre si para executar sequências de tarefas.
Arquitetura em três modelos
A atualização é composta por três modelos complementares. O Gemini Robotics 2 é responsável por acionar os movimentos do robô; o Gemini Robotics ER 2 atua como o módulo de raciocínio, avaliando o ambiente e planejando etapas; e o Gemini Robotics On-Device 2 roda localmente no equipamento, sem exigir conexão com a internet.
Controle do corpo inteiro
Enquanto versões anteriores do Gemini limitavam o controle à parte superior dos humanoides para operações em bancada, a nova iteração passa a gerir o corpo inteiro, da cabeça aos pés. Em demonstração com o humanoide Apollo 2, da Apptronik, o robô recebeu a instrução de colocar um regador em um cesto verde na prateleira inferior: o aparelho caminhou até a mesa, pegou o regador, chegou até a estante e posicionou o objeto no local indicado, segundo o DeepMind.
Destreza manual
O avanço em manipulação manual também foi destacado. O Gemini Robotics 2 controla a mão SharpaWave, instalada no Apollo 2, que possui cinco dedos e 22 graus de liberdade, possibilitando manobras finas como amarrar nós e fechar sacos com zíper. De acordo com dados divulgados pela empresa, a taxa de sucesso varia conforme a tarefa: desatarraxar lâmpada alcançou 92% de acerto, enquanto atarraxar teve 36%. Amarrar um saco de lixo obteve 44% de sucesso, e fechar um ziplock, 40%.
Além disso, o sistema também comanda garras de dois dedos, como as do braço robótico Franka Duo, em atividades de empacotamento preciso e organização de ferramentas.
Planejamento e acompanhamento
O Gemini Robotics ER 2 funciona como o “cérebro” do conjunto: interpreta instruções em linguagem natural, analisa o entorno e divide tarefas longas em passos menores. A nova versão acompanha vídeos em tempo real para identificar quando uma etapa foi concluída e quando avançar para a seguinte, o que permite corrigir ações sem reiniciar toda a sequência.
Imagem: Reprodução/Google
Colaboração entre robôs
Uma novidade é a colaboração multiagente. Em uma demonstração, o Apollo removeu itens de uma caixa e os levou a uma prateleira; ao perceber que a etapa seguinte exigia maior precisão, solicitou auxílio ao Franka Duo, que pinçou os objetos menores e os guardou em um estojo de ferramentas. Cada robô processa sua própria IA internamente e comunica conclusões às demais unidades por meio de linguagem natural, possibilitando supervisão humana e intervenção quando necessário.
Segurança e disponibilidade
O DeepMind também lançou o ASIMOV-Agentic, benchmark criado para avaliar a segurança de robôs controlados por múltiplos modelos de IA, testando se comandos podem gerar ações perigosas e se a máquina recusa ordens inseguras ou pede ajuda humana em situações de incerteza. O Gemini Robotics ER 2 já consegue interromper movimentos ao detectar uma pessoa próxima e retomar a atividade somente quando a área estiver livre.
Segundo a empresa, o módulo de raciocínio está disponível no Google AI Studio e em prévia privada na plataforma Gemini Enterprise Agent. Já os modelos de ação, incluindo o Gemini Robotics 2 e o On-Device 2, permanecem em testes com parceiros de hardware, entre eles Apptronik e Boston Dynamics.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6