Os contratos futuros de petróleo negociados nos Estados Unidos registraram alta superior a 12% nesta sexta-feira (6), enquanto permaneceram ligeiramente abaixo dos preços do Brent, em um movimento impulsionado pela busca por barris disponíveis diante da oferta reduzida do Oriente Médio após a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz devido à escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã.
O contrato Brent encerrou o dia cotado a US$ 92,69 por barril, com ganho de US$ 7,28, ou 8,52%. O West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90 por barril, em alta de US$ 9,89, equivalente a 12,21%.
Foi o segundo pregão consecutivo em que os ganhos do petróleo norte-americano superaram os do Brent, em meio à procura de refinarias e traders por oferta alternativa. Segundo Giovanni Staunovo, analista do UBS, refinadores e tradings estão em busca de barris de substituição e, como os EUA são atualmente o maior produtor, há pressão sobre os estoques domésticos que faz o spread voltar a refletir custos logísticos.
Janiv Shah, vice‑presidente de análise de petróleo da Rystad Energy, atribuiu a diferença de desempenho entre WTI e Brent a fatores como uma possível recuperação nas margens das refinarias da Costa do Golfo dos EUA, oportunidades de arbitragem com a Europa e influência de posições em futuros em Washington.
Na semana, os preços registraram o maior ganho desde a extrema volatilidade observada durante a pandemia de covid‑19 em 2020, com o conflito no Oriente Médio afetando o transporte marítimo e as exportações de energia pelo Estreito de Ormuz.
Riscos de desabastecimento e cenários de preço
O ministro de Energia do Catar disse ao Financial Times esperar que todos os exportadores do Golfo Pérsico possam interromper as exportações em questão de semanas, cenário que, em sua avaliação, poderia empurrar o petróleo para US$150 por barril. John Kilduff, sócio da Again Capital, afirmou que o pior cenário possível parece estar se desenrolando e que previsões de preços próximos a US$100 por barril tendem a se concretizar.
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O movimento de alta começou depois que ataques realizados por EUA e Israel contra o Irã no último sábado levaram Teerã a bloquear a passagem de navios‑tanque pelo Estreito de Ormuz. Aproximadamente 20% do petróleo demandado globalmente transita por essa via diariamente. Com o fechamento efetivo do estreito por sete dias, cerca de 140 milhões de barris — o equivalente a aproximadamente 1,4 dia da demanda mundial — não chegaram ao mercado.
O conflito também afetou zonas-chave de produção de energia no Oriente Médio, resultando em interrupções na extração e no fechamento de refinarias e plantas de gás natural liquefeito.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6