Celso Ferrer, CEO da Gol Linhas Aéreas, alertou que as recentes tensões geopolíticas no Oriente Médio podem acarretar aumento nas tarifas aéreas para os consumidores. Segundo o executivo, o setor aéreo brasileiro dispõe de capacidade de resistência às flutuações do preço do petróleo, mas parte do acréscimo nos custos deverá ser repassada às passagens.
Ferrer explicou que as companhias contam com uma margem de tolerância para enfrentar choques de curto prazo, entretanto a volatilidade do mercado energético permanece como um elemento constante na composição de despesas das empresas aéreas. O cenário de instabilidade ganhou força após a Petrobras anunciar um reajuste de 9,4% no querosene de aviação (QAV) no início de março, medida que pressiona diretamente os custos operacionais das companhias.
Apesar do aumento pontual no custo do combustível, a Gol informou que não pretende modificar seu planejamento estratégico de longo prazo. Ferrer reafirmou que a companhia segue com a prioridade de ampliar sua presença internacional, incluindo a implementação do novo hub intercontinental no Rio de Janeiro.
Custo Brasil e média global
A alta nos preços do combustível está ligada à valorização do barril de petróleo no mercado internacional, reflexo da instabilidade nas relações entre Estados Unidos e Irã. No entanto, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), há fatores locais que agravam o impacto sobre as empresas brasileiras: em estudo publicado no ano passado, a entidade apontou que o combustível representa cerca de 36% dos custos operacionais no Brasil.
O percentual brasileiro supera a média mundial, que é de 31%. A diferença é atribuída, em parte, à sensibilidade à taxa de câmbio, a problemas logísticos e à estrutura concentrada do setor de refino no país, elementos que elevam o preço do insumo básico da aviação.
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O conjunto desses fatores faz com que, diante de choques externos como as tensões no Oriente Médio e reajustes no preço do QAV, seja provável que parte do aumento de custos termine refletida nas tarifas pagas pelos passageiros.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6