A Heineken divulgou em 11 de fevereiro que pretende eliminar até 6.000 postos de trabalho em sua força global de 87.000 funcionários, devido à retração no consumo de cerveja. A medida corresponde a cerca de 7% do contingente total da fabricante holandesa.

Segundo o diretor financeiro Harold van den Broek, a iniciativa faz parte de um plano de aumento de produtividade que visa reduzir custos e liberar recursos para investimentos estratégicos. Os cortes estarão concentrados principalmente na Europa e em mercados menos promissores.

Parte das demissões também decorre de ajustes pré-anunciados na cadeia de suprimentos, nas operações da matriz e em unidades de negócios regionais. A expectativa é que esse processo seja concluído ao longo dos próximos dois anos.

Revisão das projeções de lucro

A companhia revisou para baixo sua previsão de expansão do lucro para 2026, estimando alta entre 2% e 6%, frente ao patamar de 4% a 8% projetado anteriormente para 2025. Em contrapartida, o lucro operacional orgânico de 2025 avançou 4,4%, acima dos 4% previstos pelos analistas.

O movimento da Heineken acompanha decisões de outras empresas do setor. A rival dinamarquesa Carlsberg também anunciou cortes de vagas, enquanto fabricantes de bebidas alcoólicas adotam medidas como venda de ativos e redução de produção após anos de vendas estagnadas.

O enfraquecimento do consumo reflete a combinação de custos elevados para os consumidores e condições meteorológicas desfavoráveis em regiões-chave de produção e venda. Esses fatores têm pressionado os resultados de todo o segmento cervejeiro.

Imagem: Ap

Após o anúncio, as ações da Heineken registraram alta de 4% no pregão e acumulam valorização de cerca de 7% desde o encerramento de 2025. A companhia também segue em busca de um novo CEO, após a saída inesperada de Dolf van den Brink em janeiro.





A empresa reforça que o redesenho de sua estrutura busca fortalecer operações e sustentar o crescimento diante de um cenário global mais desafiador.

Com informações de Infomoney