TRANSMISSÃO: Band
Com a temporada de formaturas, aumenta o número de recém-formados buscando orientação sobre carreira e sobre como transformar interesses pessoais em trabalhos remunerados. A dúvida recorrente é como conciliar o “dever” — o emprego que garante sustento — com a “convicção” — o talento ou chamado pessoal que se deseja seguir.
O artigo apresenta a trajetória de Najoh Tita-Reid, executiva com mais de três décadas de experiência que ocupou cargos como diretora global de crescimento da Mars Petcare, CMO global da Logitech e vice‑presidente de marketing da Bayer Consumer Care. Apesar do histórico em grandes empresas, Tita‑Reid optou recentemente por deixar o cargo executivo para seguir uma convicção que vinha desenvolvendo paralelamente ao trabalho corporativo.
Dever x convicção
Segundo o texto, Tita‑Reid identificou cedo uma habilidade para antever mudanças no mercado — ela mesma se descreve como “um canário em uma mina de carvão”. No começo, essa percepção era discreta; para mantê‑la ativa, ela passou a dedicar horas antes do expediente às atividades ligadas à convicção. Acordava às 5h para estudar por conta própria, incluindo aprendizado em inteligência artificial, financiado por ela mesma.
Ao aplicar essas novas competências no trabalho de marketing, Tita‑Reid elevou sua atuação corporativa. Com o tempo, as habilidades desenvolvidas no âmbito pessoal ganharam peso semelhante às demandas do emprego, até que a convicção — o dom — pôde liderar sua trajetória profissional, momento em que ela decidiu se desligar do circuito executivo tradicional.
Quando os dois caminhos se aproximam
O autor do texto relata experiência semelhante: exercia funções de liderança em publicidade enquanto aprofundava a convicção por meio de estudos em ciências sociais, ensino e prática. Fez doutorado na área da convicção enquanto mantinha o trabalho formal. A recomendação compartilhada por Tita‑Reid e pelo autor é clara: cumprir o dever (emprego das 9h às 17h) enquanto investe conscientemente no desenvolvimento da convicção no tempo pessoal (por exemplo, das 17h às 21h).
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Essa estratégia não é apresentada como um bico, mas como um investimento pessoal que, ao longo do tempo, produz “juros compostos”: habilidades acumuladas que podem transformar um hobby em ocupação principal. Para o autor, o resultado foi sair do formato estritamente corporativo para lecionar na Universidade de Michigan, colaborar com marcas como Google, TikTok e McDonald’s e publicar ideias em livros, apresentações e plataformas.
O texto conclui orientando que se mantenha o emprego enquanto se constrói o conjunto de habilidades ligado à convicção, com a perspectiva de que, no futuro, o trabalho pessoal possa se tornar a atividade profissional principal.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6