A Huawei alcançou um avanço relevante em sua estratégia para ampliar a participação no mercado chinês de inteligência artificial. Segundo reportagem da Reuters, empresas privadas de grande porte, entre elas Alibaba e ByteDance, deverão realizar encomendas expressivas do novo processador de IA da companhia, o 950PR.
O movimento representa uma mudança de cenário para a Huawei, que até então enfrentava dificuldades para convencer clientes a adotarem seu modelo anterior, o Ascend 910C, em volumes significativos. Testes conduzidos por potenciais compradores mostraram que o 950PR oferece maior compatibilidade com o ecossistema de software CUDA, da Nvidia, o que facilita a migração de modelos de IA já treinados para o novo hardware.
A fabricante planeja despachar cerca de 750 mil unidades do 950PR ao longo de 2026. Amostras do chip foram distribuídas a clientes em janeiro e a companhia prevê iniciar produção em massa já no mês seguinte, preparando-se para envios em larga escala no segundo semestre do ano.
Diferentemente de chips voltados apenas para desempenho bruto, o 950PR foi projetado com foco em inferência — a execução de modelos treinados para realizar tarefas ou responder a consultas. A demanda por esse tipo de capacidade cresceu consideravelmente na China à medida que empresas passaram a priorizar a aplicação prática de modelos, impulsionadas pelo uso crescente de agentes de IA de código aberto, como o OpenClaw.
Preços e o “bloqueio” da Nvidia
A Huawei posicionou o 950PR com valores competitivos no mercado:
Imagem: Shutterstock
- Versão padrão: com memória DDR tradicional, com preço aproximado de 50 mil iuanes (cerca de US$ 6,9 mil) por placa.
- Versão premium: equipada com memória HBM de alta velocidade, cotada em torno de 70 mil iuanes por unidade.
O lançamento surge em um contexto delicado para a Nvidia na China, onde várias placas da fabricante americana foram proibidas em razão de restrições impostas pelos Estados Unidos para conter avanços militares chineses. Apesar de Washington ter sinalizado no ano passado a possibilidade de liberar alguns chips avançados da Nvidia, como o H200, sob condições específicas, ainda não há definição sobre quando essas unidades estarão disponíveis para empresas chinesas.
As empresas envolvidas e a fabricante seguem adiantando testes e alinhando logística para as entregas previstas ao longo de 2026.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6