O ator Hugh Jackman afirmou a formandos da Ball State University que fracassos são inevitáveis e fundamentais para o sucesso, aconselhando-os a ouvir a intuição e perseguir caminhos que os desafiem. Em um discurso recente, Jackman relatou episódios pessoais em que erros e decisões inesperadas o levaram a oportunidades decisivas na carreira.

Quem: Hugh Jackman, ator indicado ao Oscar, vencedor do Tony e, segundo rankings, o quinto ator mais bem pago de 2024. Jackman tem trabalhos de destaque no cinema e no teatro, com participações em filmes como Les Misérables, na franquia Wolverine, e The Greatest Showman.

O que e onde: Durante a cerimônia de formatura da Ball State University, o ator falou diretamente aos recém-formados, defendendo que aceitar o erro e seguir sinais pessoais — mesmo quando assustadores — costuma apontar boas oportunidades profissionais.

Trajetória marcada por reveses e decisões que mudaram o rumo

Como: Jackman contou que sua trajetória não seguiu o plano inicial. Antes de se tornar ator, estudou comunicação com especialização em jornalismo na University of Technology Sydney e acabou escolhendo, por necessidade de graduação, uma disciplina eletiva de apreciação teatral. Inicialmente relutante e até ausente nas primeiras semanas, ele aceitou interpretar o papel principal numa peça da turma e, durante uma apresentação, percebeu ter encontrado sua vocação.

Em seguida, passou por outro obstáculo: foi aprovado em um curso de atuação de um ano na Actor Centre Australia, entre um grupo competitivo de 20 alunos, mas não dispunha dos US$ 3.500 exigidos para matrícula. No dia seguinte a ter descartado a carta de aceitação, recebeu um cheque de US$ 3.500 proveniente da herança de sua avó, o que permitiu que seguisse no curso e não faltasse mais às aulas.

Jackman também relatou erros posteriores na carreira: interpretar um filme que sabia não ser a escolha certa, o que resultou em desempenho fraco nas bilheterias, e ter recusado um papel em The Boy From Oz, decisão que passou a lamentar. Essas experiências, disse ele, o ensinaram a valorizar a intuição.

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Por que: O ator concluiu que metas rígidas e a busca pela perfeição nem sempre determinam o sucesso. Sua recomendação aos formandos foi abandonar a ideia de perfeição, aceitar que erros podem ser positivos e usar o medo ou a excitação como sinais para escolher caminhos — mesmo que inicialmente não tragam retorno financeiro.

O discurso reforça que trajetórias profissionais podem ser construídas a partir de tentativas, recuos e aprendizados, e que ouvir a própria voz interior pode orientar decisões importantes.

Com informações de Infomoney