A inteligência artificial pode assumir tarefas operacionais em bancos e, com isso, liberar mais espaço para o contato humano entre funcionários e clientes, afirmou Pedro Prates, diretor de Negócios PF e Operação com IA do Itaú Unibanco, durante o lançamento do ia.i nesta segunda-feira (27).

Segundo Prates, a tecnologia será capaz de preparar conversas, formalizar propostas, registrar atendimentos e ajudar colaboradores a encontrar respostas em tempo real. A ferramenta estreia como um assistente para clientes, oferecendo uma experiência conversacional voltada para gerenciar contas, realizar transações e esclarecer dúvidas.

Além do atendimento direto ao cliente, o ia.i terá papel de “copiloto” para os funcionários do banco, reunindo o histórico do cliente, fornecendo respostas em tempo real e automatizando tarefas realizadas antes e depois do contato. Com isso, a intenção é reduzir o tempo gasto em rotinas operacionais e ampliar as atividades consultivas dos bancários.

“Quando somamos essas soluções, vamos disponibilizar para o nosso funcionário três vezes mais tempo do que ele tem hoje interagindo com o cliente”, afirmou Prates, ao detalhar o ganho de produtividade prometido pela adoção da IA nas operações de varejo.

Novo papel do bancário

O executivo ressaltou que a perspectiva não prevê substituição dos funcionários por inteligência artificial. Segundo ele, os profissionais terão “papel cada vez mais relevante” em “momentos emocionais” que envolvem decisões de grande impacto, como a compra de um imóvel e o planejamento do futuro da família. Nesses episódios, a confiança e a empatia humanas continuam sendo determinantes para a tomada de decisões.

Enquanto isso, as ferramentas de IA devem assumir as tarefas operacionais que cercam essas conversas, liberando os funcionários para atuações mais consultivas e centradas no relacionamento com o cliente.

IA do Itaú deve liberar mais tempo dos bancários para atendimento humano, diz diretor

Imagem: Bruno De Blasi/Canaltech

Ao ser questionado sobre possíveis cortes de pessoal decorrentes de ganhos de produtividade, Prates negou a intenção de demissões por esse motivo. Complementando a posição, o diretor de Tecnologia do Itaú, Carlos Eduardo Mazzei, afirmou: “A gente não vê como redução de custo. Já no sentido de resposta rápida ao cliente, são oportunidades”.





O lançamento do ia.i marca a aposta do banco em integrar recursos conversacionais e automação para otimizar tanto o autoatendimento quanto o suporte humano, com a proposta de oferecer respostas mais rápidas e liberar os funcionários para interações de maior valor.

Com informações de Canaltech