A bolsa brasileira encerrou o pregão desta terça-feira (10) em terreno positivo, mesmo com uma forte queda nos preços do petróleo que reduziu a aversão ao risco global. O Ibovespa avançou 1,29%, terminando o dia aos 183.241 pontos, com volume financeiro de R$ 28,5 bilhões antes dos ajustes finais.
Os preços do petróleo registraram uma baixa superior a 11% — a maior perda percentual em uma sessão desde 2022 — depois de comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerirem um fim rápido para o conflito com o Irã, que vinha afetando os fluxos globais da commodity.
O barril do Brent fechou em US$ 87,80, recuando US$ 11,16, equivalente a 11%. O West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, encerrou a US$ 83,45 por barril, com queda de US$ 11,32, ou 11,9%. Ambos os contratos anotaram a maior perda diária em percentual desde março de 2022, após terem atingido na véspera o maior patamar em quatro anos.
Na sessão de segunda-feira (9), os dois principais indicadores do petróleo haviam avançado de forma expressiva, chegando a ultrapassar US$ 119 por barril durante o pregão — o nível mais alto desde junho de 2022. A alta recente havia sido impulsionada por cortes de oferta promovidos pela Arábia Saudita e outros produtores, o que elevou temores sobre possíveis interrupções no abastecimento global.
Dólar
O dólar, que havia recuado para a faixa dos R$ 5,13 mais cedo durante o dia, ganhou força na reta final das negociações e acabou praticamente estável no fechamento. Investidores reagiram negativamente a notícias de que o Irã pode instalar minas no Estreito de Ormuz, rota utilizada por cerca de 20% do petróleo mundial.
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A moeda norte-americana terminou o dia com leve baixa de 0,14%, cotada a R$ 5,15. No acumulado do ano, o dólar passa a registrar queda de 6,03% frente ao real. Às 17h28 (Brasília UTC-3), o contrato futuro de dólar com vencimento em abril — o mais negociado na B3 — cedia 0,27%, sendo cotado a R$ 5,1850.
O movimento de queda nos preços do petróleo e a estabilidade relativa do câmbio foram determinantes para que o Ibovespa registrasse ganhos no dia, em meio a uma redução temporária da aversão ao risco no mercado internacional.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6