Transmissão: Record — Horário: 10h39 (Brasília UTC-3)

O Ibovespa encerrou em novo patamar recorde nesta terça-feira, impulsionado por um ambiente externo mais favorável ao risco e por sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O principal índice da bolsa brasileira subiu 0,33%, alcançando 198.657,33 pontos no fechamento, marca inédita para encerramentos. No pico do dia, o indicador chegou a 199.354,81 pontos; a mínima registrada foi de 198.001,48 pontos. O pregão movimentou R$ 33,14 bilhões.

A alta intradiária acima de 199 mil pontos aconteceu em meio a expectativas de que as conversas entre americanos e iranianos possam ser retomadas ainda nesta semana em Islamabad, no Paquistão. O cenário de descompressão geopolítica pressionou o preço do petróleo, refletindo-se negativamente em ações ligadas ao setor de energia.

O analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, afirmou que o mercado opera na expectativa de um desfecho favorável no conflito entre EUA e Irã, com investidores apostando em um acordo de paz entre as partes.

Destaques por papel

As ações da Petrobras sentiram o movimento de queda dos preços do petróleo: PETROBRAS PN recuou 3,82% e PETROBRAS ON caiu 4,44%. Outras petroleiras também terminaram em baixa, como PRIO ON (-2,57%), BRAVA ENERGIA ON (-0,47%) e PETRORECONCAVO ON (-1,30%).

Setor financeiro teve desempenho positivo, beneficiado pelo maior apetite por risco: ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,53%, BRADESCO PN subiu 0,92%, BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 2,55% e SANTANDER BRASIL UNIT teve alta de 0,12%. Vale ON ganhou 1,08% em uma sessão de variação modesta nos futuros de minério de ferro na China. Dados da Administração Geral de Alfândega da China indicaram aumento de 11,5% nas importações de minério de ferro em março.

Fluxo de estrangeiros

O ingresso de capital estrangeiro segue como sustentação para as ações brasileiras. Em abril, até o dia 10, o mercado registrou entrada líquida de R$ 14 bilhões, elevando o saldo positivo no ano para R$ 67,4 bilhões. Em 2025, o saldo anual havia registrado entrada líquida de R$ 25,5 bilhões.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo recuaram com a perspectiva de retomada de negociações entre EUA e Irã e possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo. O Brent fechou a US$ 94,79 por barril, queda de US$ 4,57 (4,6%), enquanto o WTI dos EUA encerrou a US$ 91,20, recuo de US$ 7,80 (7,87%).

Imagem: Getty Images

Analistas ouvidos no mercado disseram que há alguma esperança de um desfecho melhor, apesar das perdas físicas de volumes que não estão sendo movimentados. A Agência Internacional de Energia (IEA) relatou que ataques à infraestrutura e o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz provocaram a maior interrupção no fornecimento de petróleo registrada, com perda de 10,1 milhões de barris por dia em março.

Dólar

O dólar comercial caiu durante a maior parte do dia e fechou praticamente estável ante o real, mantendo-se abaixo da marca dos R$ 5,00. A cotação à vista terminou em R$ 4,9935, queda de 0,09% — menor fechamento desde 27 de março de 2024, quando valia R$ 4,9805. No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra queda de 9,03%.

Na manhã, expectativas renovadas sobre negociações entre EUA e Irã levaram o dólar à vista a atingir a mínima intradiária de R$ 4,9712 (-0,54%) às 10h39 e às 11h00, momento em que o Ibovespa renovava sua máxima histórica acima de 199 mil pontos. Até o encerramento, a divisa retornou próximo da estabilidade, mas permaneceu abaixo dos R$ 5,00, repetindo o comportamento registrado no pregão anterior.

O movimento de queda do dólar ocorreu em linha com perdas da moeda americana frente a outras divisas no exterior, enquanto investidores buscaram ativos considerados de maior risco, como ações e títulos de emergentes.

Fim da notícia.

Com informações de Forbes