UBC e BRMC mapeiam panorama da música eletrônica no país
Um levantamento produzido pela UBC em parceria com a Brazil Music Conference (BRMC) mostra a relevância crescente da música eletrônica no Brasil, com público engajado e representantes nacionais atuando em escala global. O estudo reúne informações que destacam tanto o alcance do gênero quanto pontos críticos que afetam sua estruturação e desenvolvimento.
Segundo o relatório, o público dedicado à música eletrônica apresenta alto grau de engajamento, o que se reflete na participação em eventos e no consumo de conteúdo relacionado ao gênero. Paralelamente, o levantamento aponta que DJs e profissionais brasileiros conquistaram espaço fora do país, reforçando a presença nacional no circuito internacional da música eletrônica.
Além das constatações positivas, o estudo identifica obstáculos que dificultam a plena expansão do setor. Entre os principais gargalos estão questões vinculadas a dados, à organização e à condução de eventos, e à proteção dos direitos autorais. Essas limitações, conforme o levantamento, interferem tanto na visibilidade quanto na sustentabilidade econômica de artistas e produtores.
Na dimensão dos dados, o trabalho ressalta lacunas que comprometem a compreensão detalhada do mercado e a implementação de políticas e iniciativas mais adequadas ao segmento. Em relação aos eventos, o estudo aponta desafios que envolvem aspectos operacionais e estruturais da realização de shows e festivais dedicados à música eletrônica. No campo dos direitos autorais, o levantamento chama atenção para entraves que afetam a garantia de remuneração e a proteção das obras dentro desse universo musical.
O diagnóstico oferecido pela UBC e pela BRMC busca mapear a cadeia produtiva da cena eletrônica no Brasil, ao mesmo tempo em que evidencia áreas que demandam atenção de agentes públicos e privados. Ao reunir informações sobre audiência, atuação internacional de profissionais brasileiros e dificuldades sistêmicas, o levantamento fornece subsídios para debates e ações voltadas ao fortalecimento do setor.
Imagem: Miguel Sá/Divulgação
O estudo, portanto, sinaliza tanto o potencial de crescimento da música eletrônica no país quanto a necessidade de soluções para superar os gargalos identificados, sem apresentar propostas finais no próprio relatório.
Com informações de Mundodamusicamm

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6