Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) mostra que a cesta de produtos e serviços relacionados ao Dia dos Pais apresentou variação acumulada de 2,86% em 12 meses, no período de agosto de 2025 a julho de 2026. O índice representa uma leve desaceleração ante os 2,90% registrados no ano anterior e fica abaixo do IPC-M acumulado de 4,02% no mesmo intervalo.
O recuo do ritmo de alta foi influenciado por itens tradicionais de presente. Os calçados masculinos passaram de uma alta de 1,59% para uma queda de 2,82% em 12 meses. Roupas masculinas registraram alta de 0,86% e perfumes ficaram praticamente estáveis, com variação de -0,03%, contribuindo para moderar a inflação da cesta.
Em sentido oposto, os restaurantes continuam exercendo pressão sobre os preços: o segmento acumulou alta de 6,50% em 12 meses, acima dos 5,98% do período anterior. Outros grupos com avanço relevante foram livros não didáticos (5,73%), teatro (4,35%) e computador e periféricos (3,19%).
Comportamento de tecnologia e acessórios
No campo da tecnologia, o aparelho telefônico celular manteve queda de 2,08% em 12 meses. Itens como óculos e lentes apresentaram alta de 2,26% e instrumentos musicais, 0,66%, variações consideradas moderadas e sem impacto forte na elevação da cesta.
Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a desaceleração da inflação da cesta do Dia dos Pais deve-se sobretudo ao desempenho dos presentes clássicos da data, como calçados, roupas masculinas e perfumes, que subiram menos ou recuaram. Ele explicou também a diferença entre bens industriais e serviços na dinâmica de preços: bens sujeitos à concorrência e promoção no varejo tendem a ter reajustes mais contidos, enquanto serviços como restaurantes incorporam custos trabalhistas e apresentam maior rigidez na formação de preço, o que os mantém como fatores de pressão.
Imagem: Pixabay
A pesquisa utilizou a Sondagem do Consumidor para identificar os itens mais procurados para a data comemorativa e empregou o Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M) para captar as variações de preço desses produtos e serviços.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6