O Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pelo FGV Ibre, caiu 0,8 ponto em abril, alcançando 96,0 pontos, segundo levantamento divulgado pelo instituto. Esse movimento representa a primeira queda após cinco meses seguidos de recuperação e indica perda de ritmo da atividade industrial no início do segundo trimestre.
A redução no indicador refletiu piora tanto na avaliação da situação corrente quanto nas expectativas para o curto prazo. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,7 ponto, para 96,5 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) caiu 0,9 ponto, para 95,5 pontos. Dos 19 segmentos da indústria pesquisados, 13 apontaram piora, o que mostra que o recuo foi disseminado e não concentrado em poucos setores.
Para o economista do FGV Ibre, Stéfano Pacini, o aumento das incertezas no cenário internacional contribuiu para tornar a indústria mais sensível a choques externos. Os efeitos da guerra no Oriente Médio foram citados como fator que elevou esse grau de incerteza. Pacini também destacou que a manutenção de juros elevados no Brasil continua a limitar a tomada de decisão das empresas.
Apesar da queda mensal do ICI, a média móvel trimestral manteve-se em 96,5 pontos, o que sugere que a desaceleração observada em abril ainda não configura uma reversão estrutural do processo de recuperação. Ainda assim, o resultado acende sinais de atenção quanto à capacidade de sustentação da atividade diante de custos globais pressionados, política monetária restritiva e volatilidade geopolítica.
O indicador divulgado em abril ficou abaixo dos 96,8 pontos registrados em março. Os analistas do FGV Ibre observam que, embora alguns vetores domésticos, como câmbio, mercado de trabalho e inflação, apresentem sinais positivos, a indústria segue sujeita a um equilíbrio frágil entre fundamentos internos e riscos externos.
Imagem: Agencia-brasil
O conjunto dos dados aponta para um cenário em que a confiança empresarial na indústria brasileira sofreu perda de fôlego no mês, com efeito disseminado entre os ramos pesquisados e influências externas e domésticas que pressionam a tomada de decisões no setor.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6