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A abertura de capital da SpaceX, de Elon Musk, considerada a oferta pública inicial mais disputada do ano no mundo, terá uma via de acesso para investidores de varejo no Brasil por meio de um BDR que começará a ser negociado na B3 na mesma sexta-feira (12) em que as ações estreiam na Nasdaq.

O IPO nos Estados Unidos permanece restrito a investidores qualificados, que precisam dispor de ao menos R$ 10 milhões para participar, além de estarem sujeitos ao rateio diante de uma demanda que supera largamente a oferta disponível. Diante desse cenário, a bolsa brasileira decidiu lançar um Brazilian Depositary Receipt (BDR) para permitir acesso indireto ao papel.

Segundo a B3, a relação adotada será de 1:15, isto é, cada ação listada na Nasdaq corresponderá a 15 BDRs negociados no Brasil. A precificação de estreia nos Estados Unidos foi fixada em US$ 135 por ação, o que, na cotação aproximada usada pela reportagem, equivale a cerca de R$ 700 por ação e a aproximadamente R$ 47 por cada BDR na abertura.

A própria B3 projeta que o valor inicial de negociação dos BDRs ficará na faixa entre R$ 50 e R$ 70. No mercado brasileiro, o certificado será negociado sob o ticker SPCX34 e poderá ser adquirido diretamente pelo home broker da corretora do investidor, seguindo o mesmo procedimento de compra de ações, ETFs e outros BDRs disponíveis na bolsa.

Operações com o BDR serão conduzidas em reais e na infraestrutura brasileira, eliminando a necessidade de conversão cambial ou de transferir recursos para contas no exterior por meio de plataformas dedicadas.

Investidores no Brasil poderão acessar indiretamente IPO da SpaceX por meio de BDR a partir de cerca de R$ 50

Imagem: Getty

Em comunicado, Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, afirmou que a iniciativa amplia as alternativas para quem busca diversificação geográfica e exposição a empresas globais de inovação sem sair do ambiente da bolsa brasileira.





O lançamento do BDR da SpaceX oferece, portanto, uma alternativa para investidores pessoas físicas que não atendem aos critérios para participar diretamente do IPO nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que mantém a negociação dentro do sistema e em moeda nacionais.

Com informações de Investnews