O Iron Maiden foi confirmado na classe de 2026 do Rock and Roll Hall of Fame, mas a banda britânica não mostrou entusiasmo pela honraria, segundo declarações do baixista e fundador Steve Harris.

A lista de indicados anunciada inclui ainda Oasis, Phil Collins, Billy Idol, Joy Division/New Order e Sade. A cerimônia está marcada para 14 de novembro no Peacock Theater, em Los Angeles, e o presidente do Rock Hall, John Sykes, qualificou a premiação como “a maior honra da música”.

Em entrevista à Metal Hammer, repercutida pelo Guitar.com, Harris afirmou que prêmios desse tipo nunca foram o motor do grupo. Ele disse que não perdeu o sono por ter sido indicado ou não e que, se recebem a homenagem, o correto é agradecer, mas que isso não altera a rotina ou os objetivos do Iron Maiden. O baixista também minimizou a demora da instituição em incluí-los, dizendo encarar a inclusão com leveza e que, de certa forma, é bom que o assunto cesse de ser levantado pelos americanos.

Bruce Dickinson também relativiza

O vocalista Bruce Dickinson seguiu na mesma linha: afirmou que não tem sequer energia para atacar a premiação e que valoriza o fato de muitos fãs ficarem felizes com a notícia, mas que a entrada no Rock Hall não é algo que preocupe a banda.

Banda não irá à cerimônia por conflito de agenda

Além da postura reservada, o Iron Maiden não comparecerá à cerimônia em Los Angeles. A ausência não é um boicote, mas sim consequência da agenda: a banda estará na Austrália cumprindo datas da turnê mundial Run for Your Lives, com show em Melbourne em 13 de novembro e em Sydney em 15 de novembro, coincidindo com a data da premiação.

Iron Maiden diz não estar empolgado com entrada no Rock and Roll Hall of Fame, afirma Steve Harris

Imagem: Igor Aleixo

O grupo chega ao Hall após duas indicações anteriores sem sucesso e muita mobilização do público em favor da inclusão.

Com informações de Rollingstone