A Itaúsa encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões, alta de 7% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a holding somou R$ 8,8 bilhões, avanço de 12% em relação ao primeiro semestre de 2025.

O desempenho entre abril e junho foi sustentado principalmente pela contribuição do Itaú Unibanco, que aportou R$ 4,468 bilhões ao resultado da Itaúsa, o que representa crescimento de 8,5% ante o segundo trimestre de 2025. Esse incremento do banco compensou a queda da participação das empresas não financeiras no portfólio da holding.

O conjunto de investimentos fora do setor financeiro contribuiu com R$ 141 milhões no trimestre, retração de 26,7% em um ano. Entre essas empresas, a Alpargatas teve a maior expansão percentual, fornecendo R$ 55 milhões ao resultado da Itaúsa, crescimento de 85,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Motiva registrou contribuição de R$ 69 milhões, avanço de 66,9% na comparação anual, enquanto a Copa Energia foi a maior em valor absoluto entre as não financeiras, com R$ 102 milhões, aumento de 17,3% em um ano. Em sentido oposto, a Dexco aportou apenas R$ 2 milhões, redução de 74% em relação ao segundo trimestre de 2025. A administração informou que o resultado da Dexco foi afetado pelo segmento de celulose solúvel, devido à queda de preços, além das dificuldades no setor de revestimentos cerâmicos.

Impactos negativos e variações no portfólio

Duas empresas do portfólio apresentaram impacto negativo no balanço da holding. A Aegea Saneamento registrou resultado negativo de R$ 14 milhões, aumento de 34,2% no saldo negativo em um ano, pressionada pela piora do resultado financeiro da companhia. Já a NTS teve o maior impacto negativo, com prejuízo de R$ 68 milhões, revertendo a contribuição positiva de R$ 45 milhões observada no segundo trimestre de 2025 — uma deterioração de R$ 113 milhões entre os dois períodos, influenciada pela variação negativa no valor justo do ativo.

Itaúsa registra lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no 2º trimestre de 2026

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Despesas administrativas

Além dos resultados das investidas, as despesas administrativas da holding subiram 7% no trimestre, totalizando R$ 45 milhões. No relatório que acompanha os resultados, o presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, avaliou que, apesar do processo gradual de redução da Selic, as condições financeiras seguem restritivas, com cautela dos agentes econômicos e incertezas no cenário internacional.

Com a combinação das participações financeiras e não financeiras, a Itaúsa fechou o trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões, crescimento anual de 7%, e elevou o resultado acumulado no primeiro semestre para R$ 8,8 bilhões, alta de 12%.

Com informações de Portalin