Mais de um século e meio antes da missão Artemis 2, o escritor francês Júlio Verne descreveu em seus romances uma viagem tripulada à Lua que reproduz elementos presentes na missão da NASA de 2026. Publicadas em 1865, as obras “Da Terra à Lua” e “Ao Redor da Lua” incluem escolhas como o local de lançamento, a trajetória ao redor do satélite e o retorno ao Oceano Pacífico.

Quem, o que e quando

Júlio Verne, considerado um dos pioneiros da ficção científica, publicou em 1865 os romances que narram uma expedição lunar. A Artemis 2, operação da NASA prevista para 2026, levou a bordo astronautas em missão de sobrevoo e observação lunar, mostrando paralelos com a narrativa verneana.

Onde e como

No romance, Verne selecionou a Flórida como ponto de lançamento da missão fictícia, justificando essa escolha pelas vantagens de regiões próximas ao Equador para esse tipo de decolagem. Atualmente, o estado abriga o Kennedy Space Center, principal base de lançamento dos Estados Unidos e utilizada pelo programa Artemis.

A história dos personagens Barbicane, Nicholl e Ardan descreve a cápsula fazendo uma volta ao redor da Lua em vez de pousar, observando e registrando características do satélite durante a viagem — procedimento semelhante ao realizado pela Artemis 2, que também se dedicou ao sobrevoo e à observação lunar. Ao longo da jornada ficcional, os tripulantes efetuam ajustes de rota para manter a trajetória planejada, uma prática fundamental nas missões espaciais reais.

Semelhanças e limitações

Verne também descreve o retorno da cápsula ao Oceano Pacífico, coincidindo com o local de pouso da espaçonave da missão recente. Nem todas as previsões do autor se confirmaram: ele imaginou o lançamento por meio de um canhão gigante chamado “Columbiad”, solução hoje considerada inviável para o transporte de pessoas ao espaço. Ainda assim, as obras revelam o esforço do autor em integrar o conhecimento científico de sua época às narrativas.

Júlio Verne antecipou, há mais de 160 anos, viagem à Lua com semelhanças à Artemis 2

Imagem: Divulgação

Esses paralelos entre a ficção do século XIX e a missão da NASA ajudam a explicar a recorrente referência às obras de Verne nas discussões sobre a história da exploração lunar, sem que as histórias do escritor tenham pretensão de antecipar com precisão as tecnologias futuras.

Com informações de Olhardigital