Kalshi e Polymarket, as duas principais plataformas do chamado mercado preditivo onde usuários apostam ou negociam contratos sobre resultados futuros, estão em conversas preliminares com investidores para novas rodadas de financiamento que poderiam atribuir a cada empresa uma avaliação próxima a US$ 20 bilhões, segundo apuração do The Wall Street Journal.
Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que as negociações ainda estão em estágio inicial. Hoje, ambas as companhias têm avaliações aproximadamente pela metade desse montante, e as discussões visam captar recursos que elevariam seus valores de mercado para o patamar mencionado.
A Kalshi já opera formalmente nos Estados Unidos e tornou‑se uma das plataformas que fomentaram a expansão de apostas baseadas em eventos. Além de mercados relacionados a esportes, a empresa oferece contratos atrelados a resultados políticos, indicadores econômicos e até desfechos na cultura pop.
O funcionamento desses mercados passa por contratos que refletem a probabilidade atribuída pelos participantes: um usuário que acredita que um resultado ocorrerá compra o contrato por um preço que representa essa chance. Caso o evento se confirme, o contrato paga um valor fixo (normalmente US$ 1) e o comprador recebe o pagamento; quem assumiu a posição contrária arca com a perda. Se o evento não ocorrer, o contrato perde valor ou expira sem pagamento. Os preços variam conforme as apostas, espelhando a percepção coletiva sobre as probabilidades.
Em dezembro, a Kalshi captou US$ 1 bilhão em uma rodada com investidores como Paradigm e Sequoia Capital, operação que levou a avaliação da empresa para cerca de US$ 11 bilhões. A plataforma foi fundada em 2018 por Tarek Mansour e Luana Lopes Lara e, em 2020, obteve autorização da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) para atuar como a primeira bolsa regulada dos Estados Unidos dedicada a mercados baseados em eventos.
Pessoas próximas ao negócio disseram ao jornal que a Kalshi superou US$ 1 bilhão em receita anualizada, com estimativas de que esse número esteja próximo de US$ 1,5 bilhão.
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Já a Polymarket, criada em 2020 por Shayne Coplan, ainda não está oficialmente disponível para usuários nos Estados Unidos. Embora seja possível acessar o serviço por meio de VPN, os termos da plataforma proíbem a participação de americanos, e a empresa pode empregar geobloqueio para impedir o acesso. A expectativa é lançar neste ano uma versão do aplicativo em conformidade com as regras do mercado americano.
A última avaliação pública da Polymarket foi de cerca de US$ 9 bilhões, estabelecida em outubro, após anúncio de que a Intercontinental Exchange, controladora da Bolsa de Nova York, concordou em investir até US$ 2 bilhões na empresa, segundo dados da PitchBook.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6