Kohll, marca de cosméticos fundada em Brusque (SC), ganhou espaço internacional ao participar da produção de beleza em desfiles de Paris e Nova York e projeta expansão de vendas e exportação em 2026.
A empresa, que surfou na onda da chamada “maquiagem blindada” — tendência que ganhou força no terceiro maior mercado global de beleza, o Brasil — faturou R$ 17 milhões em 2025 e espera alcançar R$ 27 milhões em 2026. A cofundadora e CEO Helo Bertolini informou que as operações terão início de exportação para Dubai ainda em 2026, com o país funcionando como hub de distribuição para Índia e outros mercados asiáticos.
Atualmente, a Kohll emprega 66 funcionários internos, produz 69 SKUs e mantém presença em mais de 2.800 pontos de venda. Cerca de 20% do faturamento vem de vendas externas, percentual que a empresa pretende elevar. A marca investe em tecnologia, desenvolvimento de embalagens e fragrâncias, áreas que Bertolini aponta como diferenciais competitivos.
Bertolini lembra que, ao identificar lacunas no mercado nacional — como falta de cuidado com perfume em bases e embalagens pouco atraentes — a empresa direcionou recursos para inovação. Segundo ela, o investimento em tecnologia e posicionamento de luxo criou barreiras de entrada para concorrentes e permitiu a oferta de bases nacionais na faixa de R$ 200, antes incomuns no país.
A produção da Kohll foi iniciada em 2021, com desenvolvimento em parceria com fornecedores especializados. A empresa buscou matérias-primas alternativas e inseriu detalhes em embalagens e fragrâncias. Apesar de enfrentar dificuldades financeiras iniciais para importação de ingredientes, a marca conseguiu reverter os problemas de fabricação.
A visibilidade conquistada ao participar de semanas de moda internacional incrementou a demanda externa, com a Kohll sendo reconhecida por produtos de alta resistência que permitem trocas de roupa sem transferência significativa de maquiagem. A executiva afirma ainda que não pretende deslocar a produção para fora do Brasil: “Fabrico tudo no Brasil porque eu levo o nosso nome”.
Da falência para a fábrica própria
Helo Bertolini relata trajetória empreendedora marcada por dificuldades pessoais: a família trabalhava com decoração, mas faliu quando ela tinha 13 anos. Ainda adolescente, Bertolini trabalhou em lojas de roupas e em um salão de cabeleireiro. Para financiar uma viagem ao exterior, ela pegou dinheiro emprestado e começou a revender maquiagens no salão, o que abriu caminho para o comércio porta a porta em países como Paraguai e Panamá. Durante quatro anos, conciliou vendas com produção de conteúdo e consultoria sobre embalagens para agências, experiência que originou a ideia de criar uma marca nacional com padrão internacional.
Imagem: Ap
Com vista ao aumento da capacidade industrial, a empresa investiu R$ 6 milhões em uma nova fábrica de 2.300 metros quadrados. Bertolini afirma que a unidade própria não substituirá contratos com fabricantes terceirizados, mas ampliará a capacidade e gerará novas demandas; em contrapartida, os parceiros assumem compromissos de investimento em maquinário e a Kohll garante volumes de produção por até 10 anos.
Em movimento recente de marketing e posicionamento, a Kohll firmou patrocínio com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) como patrocinadora da seleção brasileira de Nado Artístico, fornecendo maquiagens desenvolvidas para alta resistência à água, destinadas ao uso em competições nacionais e internacionais.
O crescimento da marca segue ancorado na aposta em resistência dos produtos, imagem de luxo e manutenção da produção nacional como componente da identidade da empresa.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6