Em Tóquio, nesta quinta-feira (29), durante uma apresentação da turnê Mayhem Ball, Lady Gaga fez um forte pronunciamento contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) e as políticas de imigração do governo Trump. A cantora dedicou a faixa “Come to Mama”, do álbum Joanne, às famílias que perderam entes queridos e às pessoas que enfrentam perseguição e insegurança em solo americano.

Ao se dirigir ao público, Gaga ressaltou a dor de milhares de crianças e adultos que, segundo ela, têm suas vidas “destruídas” pelas operações do ICE. “Meu coração dói ao pensar nas pessoas, nas crianças e em todas as famílias que estão sendo implacavelmente perseguidas. Estou aqui para lembrar que elas merecem acolhimento e esperança”, declarou a artista antes de iniciar a música.

O discurso da cantora também incluiu menções às recentes manifestações em Minnesota, motivadas pelo assassinato da escritora Reneé Good, ocorrido no início de janeiro em Minneapolis. Na mesma cidade, o caso do enfermeiro Alex Pretti — imobilizado pela polícia e atingido por cerca de dez disparos — intensificou o clima de revolta. Para conter os protestos, aproximadamente três mil agentes do ICE foram deslocados à região.

“Penso em Minnesota e em todos que vivem com medo, buscando respostas para entender o que podemos fazer juntos. Quando comunidades perdem a sensação de segurança, perdemos parte de nossa humanidade. Mesmo longe de casa, estamos unidos em solidariedade”, afirmou Lady Gaga, antes de enfatizar a necessidade de “segurança, paz e responsabilidade”. Ela concluiu pedindo que os líderes do país “reconsiderem suas ações” e deixem espaço para compaixão e respeito.

Além da cantora norte-americana, outras artistas pop também têm se posicionado contra as práticas do ICE. Ariana Grande compartilhou informações sobre protestos nacionais, enquanto Katy Perry pediu a senadores que rejeitem um investimento de US$ 10 bilhões na agência. Billie Eilish criticou, durante premiação, não apenas as políticas anti-imigrantes, mas também os cortes orçamentários em iniciativas ambientais, e instigou colegas a usarem sua influência para dar voz às vítimas. Olivia Rodrigo e Sabrina Carpenter proibiram o uso de suas músicas em campanhas ou vídeos promocionais do ICE e do governo dos EUA.

Imagem: Lady Gaga em show no México. Kevin Mazur/WireImage for Live Nation/Getty Images

Com as manifestações de Lady Gaga e de outras vozes influentes no cenário musical, cresce a pressão por mudanças nas diretrizes de imigração e na atuação do ICE, enquanto milhares de pessoas continuam em busca de segurança e justiça.

Com informações de Capricho.abril