O cantor Lil Nas X, nome civil Montero Hill, recebeu autorização para participar de um programa de desvio voltado ao tratamento de saúde mental relacionado às acusações de agressão a policiais em Los Angeles. A decisão foi tomada em audiência realizada na segunda-feira, quando o artista teve a possibilidade de evitar processo criminal, desde que cumpra as condições estabelecidas.
O juiz Alan Schneider determinou que a prisão do rapper no episódio de agosto do ano passado foi “aberrante em relação à sua conduta habitual” e considerou que o ocorrido está ligado ao diagnóstico posterior de transtorno bipolar. Segundo a decisão, se Hill seguir o plano de tratamento e não infringir a lei pelos próximos dois anos, o caso será arquivado.
Além do cumprimento do tratamento, o tribunal impôs restrições: durante o período de dois anos ele não poderá portar armas nem fazer ameaças de violência. A audiência incluiu relatos sobre o atendimento médico prestado ao artista após a prisão e a evolução do acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
Após a sessão, Montero Hill afirmou estar agradecido e disse que a situação poderia ter sido muito pior. Ao deixar o fórum, afirmou ainda que está “apenas seguindo o fluxo da vida” e respondeu sobre o tratamento com a expressão “Eu estou aqui, bebê”.
A defesa, representada pela advogada Christy O’Connor, informou ao tribunal que Hill procurou internamento voluntário no Meadows, no Arizona, logo após a prisão, e permaneceu quase dois meses em regime de internação, considerado “absolutamente bem-sucedido”. Desde então, de acordo com a defesa, o cantor passou a seguir um protocolo rigoroso de acompanhamento, com sessões semanais de psicoterapia e consultas psiquiátricas a cada três meses.
A promotoria, por sua vez, ressaltou o caráter público e sensível do episódio e disse esperar que o artista não retorne ao tribunal a não ser para se apresentar em um palco. A Justiça marcou uma audiência de acompanhamento para 29 de julho; Hill não precisará comparecer pessoalmente nessa data.
Imagem: Daniel Cole-Pool/Getty Images
O caso teve início na madrugada de 21 de agosto de 2025, quando um vídeo registrou Hill caminhando no meio do trânsito em Studio City, na Ventura Boulevard, por volta das 5h40 (Brasília UTC-3). Segundo as autoridades, o cantor — que estava usando apenas roupa íntima e botas brancas de caubói — teria agredido policiais que tentaram detê-lo, ferindo três agentes. Ele foi acusado de três crimes de agressão com lesão a um policial e de resistência a um agente executivo, se declarou inocente e chegou a enfrentar pena máxima de até cinco anos de prisão estadual caso fosse condenado.
Após ser fichado e passar o fim de semana na prisão, Hill descreveu a experiência como “aterrorizante” em uma publicação no Instagram, na qual também garantiu aos fãs que ficaria bem. Em uma audiência realizada em setembro, sua equipe declarou que ele estava em tratamento fora do estado e a juíza Shellie Samuels manteve em sigilo os detalhes do atendimento.
O processo agora seguirá com a supervisão do programa de saúde mental e com as audiências de rotina previstas pelo tribunal.
Com informações de Rollingstone

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6