Em 13 de maio de 2026, a Reuters noticiou que o LinkedIn pretende desligar cerca de 5% de sua força de trabalho como parte de uma nova reestruturação voltada a aumentar o crescimento da empresa. A informação foi obtida com exclusividade pela agência a partir de dois interlocutores familiarizados com o assunto.
O LinkedIn, rede social voltada a negócios e networking pertencente ao grupo Microsoft, emprega atualmente mais de 17.500 pessoas. A redução planejada de 5% representaria a saída de pouco mais de 875 funcionários.
Fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a empresa está também preparando o remanejamento de alguns empregados para áreas consideradas de maior crescimento dentro da organização. Segundo as mesmas fontes, a decisão de cortar postos não tem como justificativa a substituição de profissionais por softwares de inteligência artificial; essa não é a razão apontada para a onda de desligamentos.
Contexto financeiro e setor
Documentos financeiros divulgados pela Microsoft indicam que o corte ocorre em um momento de expansão: o LinkedIn registrou crescimento de 12% no último trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita da plataforma vem principalmente da venda de ferramentas de recrutamento, assinaturas e serviços relacionados a vagas de emprego.
A adoção de sistemas de inteligência artificial no ambiente de trabalho segue em alta no setor de tecnologia, ainda que as fontes consultadas pelo veículo ressaltem que, no caso do LinkedIn, a reestruturação não estaria motivada pela substituição direta por IA. Executivos do setor mantêm um debate sobre o papel da tecnologia, com posições que variam entre impacto direto sobre empregos e a ideia de que a IA apenas redefine funções e aumenta produtividade.
Nos últimos meses, outras empresas de tecnologia anunciaram cortes significativos: a Block, de Jack Dorsey, afirmou em fevereiro sua intenção de reduzir quase metade do quadro para implementar ferramentas de IA, e a Cloudflare divulgou um corte de 20% na semana anterior ao relato da Reuters.
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Dados do site Layoffs.fyi, que monitora desligamentos no setor de tecnologia, mostram que mais de 103 mil vagas já foram eliminadas neste ano, número próximo ao total registrado em 2025, quando foram contabilizadas mais de 124 mil demissões na área.
A empresa não se manifestou publicamente no relato original divulgado pela Reuters sobre os detalhes e o cronograma exato das mudanças.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6