O presidente Lula desembarcou na manhã deste domingo (19) em Hanôver, na Alemanha, após participar do evento Global Progressive Mobilisation (GPM) em Barcelona. Na chegada ao hotel, o chefe do Executivo não concedeu entrevistas.

A presença do presidente em Hanôver inclui compromissos ao longo do dia com uma comitiva do governo e representantes de movimentos sindicais. Estão previstos como acompanhantes ministros do governo: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Luis Manuel Rebelo Fernandes (Ciência, Tecnologia e Inovação, como substituto) e João Paulo Capobianco (Meio Ambiente e Mudança do Clima).

Também devem integrar a delegação líderes sindicais, entre eles Claudio Batista da Silva Junior (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e região) e Jamil Davila (Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba). A participação de Wellington Messias Damasceno, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ainda não foi confirmada.

O primeiro compromisso oficial está marcado para as 9h30 (Brasília UTC-3) — equivalente às 14h30 no horário local — quando o presidente terá uma audiência com o presidente da Fundação Friedrich Ebert, Martin Schulz.

Na sequência, às 10h45 (horário de Brasília; 15h45 local), Lula participará de uma recepção nos Jardins do Palácio de Herrenhausen. Às 13h (18h, horário local), está prevista a presença do presidente na cerimônia de abertura da Feira Industrial de Hanôver, conhecida como a maior mostra mundial de inovação e tecnologia industrial. A agenda do dia será concluída com um jantar empresarial, oferecido pelo chanceler da Alemanha, às 14h45 (19h45, horário local), que reunirá executivos brasileiros e alemães.

Lula em Barcelona

No sábado (18), em Barcelona, Lula participou da quarta reunião de alto nível do Fórum de Defesa da Democracia. Em discurso no evento, o presidente criticou os conflitos armados em curso, afirmou que as consequências das guerras recaem sobre as populações mais pobres e pediu maior atuação das Nações Unidas para coordenar respostas diplomáticas. O presidente sugeriu que o secretário-geral da ONU convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem a anuência dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, para tratar das crises atuais.

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Durante o pronunciamento, Lula também citou episódios de violência em diferentes frentes, apontou a necessidade de fortalecer o multilateralismo e manifestou preocupação com o papel das plataformas digitais na disseminação de desinformação, defendendo que a pauta seja discutida no âmbito da ONU para buscar regras comuns entre os países.

O Fórum Democracia Sempre, lançado em 2024, reúne governos do Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai. Em Barcelona, o evento contou com a participação de líderes como Pedro Sánchez (Espanha), Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e o ex-presidente chileno Gabriel Boric.

Após as agendas na Espanha e na Alemanha, o presidente fará uma visita de Estado rápida a Portugal na terça-feira (21), com encontros previstos em Lisboa com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro.

Com informações de Jovempan