Uma pesquisa realizada pelo Centro para Mulheres nos Negócios da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, mostra que o presente mais desejado por muitas mães no Dia das Mães não é um objeto ou um almoço em família, mas sim tempo só para elas. O levantamento ouviu 288 mães e 292 pais sobre a preferência entre três opções: tempo sozinho, atividade em família ou presente físico.
No total, 69% dos respondentes escolheram passar o dia em família como presente ideal. Porém, a divisão por gênero e idade dos filhos revela diferenças significativas: entre pais e mães com filhos de 5 a 12 anos, 42% das mulheres preferem ter tempo para si, ante 18% dos homens. Ainda nesse grupo, os homens mostraram 1,5 vez mais probabilidade de optar por programas em família. Presentes materiais ficaram em último lugar entre ambos os sexos.
O estudo também aponta que as mães têm menos tempo livre do que os pais para descansar, relaxar e repor energias. Quanto menor a disponibilidade de tempo, maior o desejo de ganhar esse espaço pessoal no Dia das Mães. Entre pais de crianças de 0 a 4 anos, o total de tempo livre é 1,5 vez menor do que entre pais de filhos adultos, evidenciando a carga dos primeiros anos da criação, sobretudo sobre as mães.
Trabalho e divisão de tarefas
O regime de trabalho influencia a percepção sobre tempo livre: mães que trabalham em período integral relataram ter o menor volume de tempo disponível e foram as que mais declararam desejar tempo para si, especialmente quando têm filhos menores de 13 anos. Curiosamente, mulheres que se dedicam exclusivamente ao lar reportaram menos tempo livre do que aquelas que trabalham meio período, o que indica que sair do mercado formal não garante mais tempo pessoal.
O fator determinante identificado pelo estudo é a distribuição das tarefas domésticas e do cuidado infantil. Mães que consideram essa divisão injusta registraram níveis significativamente menores de tempo livre, independentemente da situação profissional.
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O levantamento descreve o fenômeno conhecido como “mãe padrão”: a pessoa responsável por organizar consultas, horários e antecipar problemas para manter a rotina familiar. Esse trabalho invisível também afeta trabalho remunerado, lazer e sono; mesmo em momentos “livres”, muitas mães relatam interrupções constantes e multitarefas, o que compromete a sensação de que o tempo é realmente delas. Uma participante resumiu: “queria ter um tempo em que eu não precisasse tomar decisões. Isso não teria preço.”
Entre mulheres com filhos menores de quatro anos, apenas uma em cada dez espera receber tempo livre no Dia das Mães, embora quase três vezes mais digam desejar isso. Entre mães de crianças em idade escolar, 17% acreditam que terão algum tempo para si, enquanto mais do que o dobro gostaria dessa oportunidade.
Os resultados reforçam que muitas mães não só necessitam de uma pausa, como também consideram improvável recebê-la. A pesquisa aponta a necessidade de maior reconhecimento e redistribuição das tarefas que consomem o tempo e a energia dessas mulheres.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6