A Marvel introduziu uma alteração permanente nas habilidades de Deadpool na edição Wade Wilson: Deadpool #6, em que partes cortadas do corpo do mercenário reaparecem como entidades separadas, batizadas na história como “Badpools”. A mudança coloca em xeque a origem tradicional dos poderes de Wade Wilson e pode transformar a trajetória do personagem nos quadrinhos.
Historicamente, Deadpool sempre esteve ligado aos X-Men, mas não era considerado um mutante. Seus poderes de regeneração vieram do programa Arma X, e não do Gene X que caracteriza mutantes desde o nascimento. Essa diferença explicava por que membros amputados ou danos severos retornavam ao corpo de Wade sem que ele fosse classificado como mutante.
O “novo poder”
Na nova trama, o mercenário descobre os Badpools — pedaços amputados de seu corpo que, por algum motivo, não foram reintegrados e passaram a ter existência própria. Embora muitos desses fragmentos tenham formação distinta de um corpo humano completo, a própria narrativa mostra que algo mudou no DNA do personagem. Deadpool demonstra preocupação rara diante do fenômeno: “Falando sério, a última coisa que o mundo precisa é mais de mim”.
O personagem teme que uma dessas partes possa se tornar um ser independente, semelhante a um clone, ou que já exista um exército de versões suas atuando às sombras. A sinopse oficial da editora avisa que a presença dos Badpools representa uma virada definitiva: “Badpools! Quem são esses que batem à porta? Parecem como Wade, cheiram como Wade. Mas, não são Wade…ou são? Os Badpools entram em cena e a vida do Deadpool nunca mais será a mesma”, descreve a Marvel Comics.
Implicações e possíveis desdobramentos
Se a evolução apontar que Wade é, de fato, um mutante, a mudança pode aproximá-lo dos X-Men e abrir espaço para que ele aprenda a controlar novos aspectos de seus poderes. A circunstância também exigiria um retcon que explique por que personagens como Charles Xavier e dispositivos como o Cérebro nunca o identificaram como portador do Gene X anteriormente.
Imagem: Reprodução/20th Century Fox
Além disso, o fato de partes do seu corpo poderem evoluir para outros seres vivos pode tanto representar uma nova ferramenta em missões quanto um risco, caso essas partes atuem de forma autônoma. A editora já sinalizou que esta alteração será permanente no enredo do personagem.
O contexto narrativo também menciona encontros futuros do mercenário com outras figuras dos quadrinhos, incluindo uma nova história envolvendo Deadpool e o Justiceiro, que deve movimentar o universo da editora.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6