A Meituan alertou que deverá registrar sua maior perda anual desde pelo menos 2021, atribuindo o recuo principalmente à intensa guerra de preços no segmento de entrega de alimentos na China. A empresa com sede em Pequim informou que a disputa por preços está pressionando suas margens e elevando custos operacionais.

Em comunicado à bolsa, a Meituan projetou uma perda entre 23,3 bilhões de yuans e 24,3 bilhões de yuans para o ano de 2025, equivalente a cerca de US$ 3,4 bilhões. O resultado esperado marca uma reversão significativa em relação ao lucro de 35,8 bilhões de yuans reportado em 2024.

O grupo já havia registrado, em 2021, uma perda superior a 23,5 bilhões de yuans, conforme dados históricos mencionados pela empresa. O novo alerta sobre o desempenho futuro reflete a pressão contínua do mercado de delivery, onde rebates e subsídios entre concorrentes reduziram a rentabilidade das grandes plataformas.

A divulgação do balanço projetado teve impacto imediato nas ações: na quinta-feira elas caíram ao nível intradiário mais baixo desde março de 2024. A queda se intensificou após a agência Moody’s Ratings alterar a perspectiva da nota da Meituan para negativa.

A analista sênior da Moody’s, Ying Wang, afirmou em relatório que a recuperação do negócio de entrega de alimentos da Meituan parece cada vez mais incerta. Segundo Wang, a forte competição provavelmente continuará comprimindo margens e exigindo maiores investimentos, o que deverá manter a alavancagem da empresa elevada por mais tempo do que o previsto anteriormente.

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O comunicado da Meituan e as avaliações da Moody’s foram noticiados pela Bloomberg, com complementos da Dow Jones Newswires. A combinação de investimentos crescentes no setor e rivalidade acirrada entre plataformas levou a companhia a revisar suas projeções financeiras para 2025.

Em meio ao cenário, a empresa terá que conciliar a estratégia de mercado com a necessidade de conter perdas e restaurar a confiança de investidores, enquanto o setor de delivery na China segue competitivo e sujeito a pressões de preço.

Com informações de Infomoney