Em 17 de janeiro de 2026, representantes do Mercosul e da União Europeia oficializaram a assinatura de um acordo de livre comércio em Assunção, no Paraguai. A cerimônia ocorreu no Grande Teatro José Asunción Flores, do Banco Central do país, marcando o desfecho de um processo de negociação que se estendeu por um quarto de século.
O pacto abrange um conjunto populacional de cerca de 720 milhões de pessoas e une economias que somam um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22 trilhões, aproximadamente R$ 118 trilhões. Esses valores correspondem a quase 20% do total da riqueza produzida mundialmente.
As medidas contidas no tratado visam diversificar as parcerias comerciais de ambas as regiões, reduzindo a dependência de grandes blocos econômicos, como Estados Unidos e China, em meio a um cenário global de protecionismo crescente.
Eliminação de tarifas amplia comércio bilateral
O principal impacto do acordo será a remoção de impostos sobre mais de 90% dos itens negociados entre as partes. Com isso, produtos industriais europeus — incluindo automóveis, máquinas e artigos farmacêuticos — terão entrada facilitada nos mercados do Mercosul. Em contrapartida, exportadores sul-americanos passarão a dispor de condições preferenciais para oferecer commodities como carne bovina e soja na Europa.
O texto do tratado incorpora cláusulas de salvaguarda para proteger o setor agropecuário europeu, atendendo a reivindicações de agricultores que receavam forte concorrência. Além disso, o acordo surge como resposta direta às tarifas impostas pelos Estados Unidos durante a gestão do então presidente Donald Trump.
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Apesar do simbolismo da assinatura em Assunção, o pacto ainda carece de ratificação pelos Parlamentos dos países envolvidos. Somente após esse processo legislativo o acordo poderá entrar em vigor. Na ocasião, estiveram presentes o presidente da Argentina, Javier Milei, e o chanceler brasileiro Mauro Vieira, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que antecipou compromissos em encontro privado com líderes da UE na sexta-feira (16).
Após a conclusão dos trâmites internos de homologação, as novas condições comerciais poderão ser aplicadas, promovendo maior integração entre os dois blocos e ampliando o fluxo de bens e serviços.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6