Método criado por botânico japonês virou referência em reflorestamento urbano

O método Miyawaki, concebido pelo botânico japonês Akira Miyawaki (1928–2021), propõe transformar terrenos pequenos em florestas nativas densas em poucos anos por meio do plantio de espécies locais em alta densidade. A técnica, apelidada de “milagre verde” em algumas reportagens, ganhou popularidade como solução de reflorestamento urbano ao redor do mundo.

A proposta central do método é plantar várias espécies nativas próximas umas das outras para acelerar a formação de um estrato florestal compacto. Segundo defensores da técnica, esse arranjo favoreceria o crescimento rápido das árvores, reduzindo o tempo necessário para que um espaço urbano deixe de ser apenas um canteiro e passe a comportar uma pequena floresta.

Desde sua divulgação, o método Miyawaki foi adotado em projetos de revegetação em diferentes cidades do planeta, tornando-se uma referência em intervenções de pequena escala voltadas à biodiversidade local e à recuperação de áreas verdes. As intervenções costumam focalizar terrenos restritos, como praças, margens de rodovias ou áreas residuais entre construções.

No entanto, um estudo divulgado em dezembro de 2025 questionou a afirmação de que as florestas implantadas pelo método crescem tão rapidamente quanto costuma ser divulgado. O trabalho levantou dúvidas sobre a velocidade de desenvolvimento das formações florestais obtidas com a técnica, indicando que a narrativa de crescimento acelerado pode não se aplicar a todos os casos.

As críticas contidas no estudo de dezembro de 2025 não invalidam o princípio de uso de espécies nativas e do plantio denso, mas colocam em cheque a ideia de resultados uniformes e imediatos em termos de altura e estrutura das árvores. Profissionais e gestores que adotam o método têm registrado diferentes ritmos de desenvolvimento, conforme condições locais e manejo posterior, apontando para a necessidade de avaliação caso a caso.

Imagem: Divulgação

A discussão suscitada pelo estudo de dezembro de 2025 reacende o debate sobre expectativas e evidências científicas na aplicação do método Miyawaki em contextos urbanos.





Com informações de Clickpetroleoegas