A Microsoft anunciou em 14 de janeiro de 2026 uma operação conjunta com autoridades dos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha para desativar o RedVDS, plataforma que oferecia “serviço de cibercrime” baseado em inteligência artificial e movimentava milhões de dólares em fraudes. A ação resultou na apreensão de servidores, domínios e demais infraestruturas que permitiam a criminosos acessar máquinas virtuais descartáveis para disparar golpes em larga escala.
Operação contra o RedVDS
O RedVDS oferecia assinaturas mensais de US$ 24 (cerca de R$ 129), dando aos golpistas acesso a computadores virtuais usados para enviar e-mails de phishing e executar fraudes imobiliárias. Desde março de 2025, a plataforma foi responsável por perdas estimadas em US$ 40 milhões (aproximadamente R$ 215 milhões) somente nos Estados Unidos. Entre as vítimas está uma farmacêutica do Alabama, que teve US$ 7,3 milhões (R$ 39 milhões) desviados de pagamentos de tratamentos de saúde.
De acordo com a Microsoft, mais de 191 mil contas de e-mail corporativas foram comprometidas em 130 mil organizações ao redor do mundo. Os criminosos utilizavam IA generativa, clonagem de voz, troca de rostos e manipulação de vídeo para tornar as mensagens mais convincentes e difíceis de rastrear. Países como Canadá, Reino Unido e Índia estão entre os mais afetados pela rede, que agora teve seus principais domínios e servidores confiscados pela polícia alemã e pela Europol.
Além de frear o prejuízo financeiro, a Microsoft afirma que a operação fornece informações valiosas para identificar os responsáveis pela plataforma. A empresa recomenda que usuários e organizações adotem a verificação de pagamentos por telefone e ativem a autenticação multifator em todas as contas. A denúncia de atividades suspeitas às autoridades é considerada essencial para desmantelar serviços de infraestrutura compartilhada como o RedVDS.
Plano de tarifas para expansão de data centers
No mesmo dia, a Microsoft apresentou o programa “Community-First AI Infrastructure”, com o objetivo de evitar que os custos de expansão de data centers nos EUA sejam repassados aos consumidores residenciais. Sob pressão política e social pelo alto consumo de energia, a empresa propôs tarifas diferenciadas, mais elevadas, para suas operações junto às concessionárias americanas.
O consumo dos data centers da Microsoft pode triplicar até 2035, chegando a 640 terawatts-hora por ano, o que ameaça pressionar as contas de luz. Para mitigar esse impacto, a companhia já testa modelos tarifários em estados como Wyoming e Wisconsin para “clientes muito grandes”. O presidente dos EUA, Donald Trump, usou as redes sociais para apoiar a ideia e afirmar que as big techs devem “pagar a própria conta” de energia.
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Além do compromisso financeiro, a estratégia prevê o uso de IA para otimizar o resfriamento de servidores e o apoio ao desenvolvimento de energia nuclear. A Microsoft também se comprometeu a não solicitar isenções de impostos sobre a propriedade, garantindo que a arrecadação local continue a financiar escolas e hospitais. No âmbito hídrico, a meta é melhorar a eficiência em 40% até 2030 e devolver mais água às bacias locais do que consome, com investimentos na reparação de vazamentos em áreas como o Arizona.
Brad Smith, presidente da Microsoft, compara a expansão da infraestrutura digital às grandes ferrovias do passado e prevê exportar esse modelo de atuação para operações em outros países, adaptando protocolos de transparência e sustentabilidade às legislações locais.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6