O Moltbot, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida por Peter Steinberger e anteriormente batizada de Clawdbot, ganhou destaque em janeiro de 2026 ao permitir que usuários controlem aplicativos e organizem rotinas diretamente em seus computadores. Diferente de assistentes que atuam apenas por meio de diálogos, o agente executa comandos como agendar compromissos, enviar e-mails e preencher formulários em plataformas comuns.

Após sua divulgação nas redes sociais, o software impulsionou a alta das ações da empresa de infraestrutura Cloudflare. No entanto, o crescimento rápido também trouxe desafios: a Anthropic, criadora do Claude, questionou judicialmente o nome Clawdbot, o que levou à adoção da marca Moltbot, e especialistas em segurança alertaram para os riscos de autonomia elevada concedida ao agente.

Moltbot roda localmente e oferece múltiplas opções de IA

Ao contrário de soluções baseadas inteiramente na nuvem, o Moltbot opera como um agente autônomo instalado no computador do usuário. Ele pode ser configurado para usar “cérebros” de inteligência artificial de diferentes fornecedores, como OpenAI ou Google, e conta com recursos para:

  • marcar eventos no calendário;
  • enviar mensagens por e-mail;
  • preencher formulários online;
  • realizar check-in em voos;
  • gerar áudios diários com resumos de apps de saúde e produtividade.

No entanto, por conceder ao agente permissão para executar comandos e acessar arquivos do sistema, o Moltbot abre brechas para ataques cibernéticos. Rachel Tobac, CEO da SocialProof Security, afirmou ao The Verge que, por meio de técnicas de injeção de prompt, um invasor poderia enviar um conteúdo malicioso que “enganasse” o robô, levando ao sequestro do computador da vítima. Esse tipo de falha é reconhecido como um dos principais desafios de segurança em projetos de IA.

Para reduzir riscos, especialistas recomendam que apenas usuários com elevado conhecimento técnico instalem o Moltbot, evitando máquinas que armazenem senhas ou dados bancários. A recomendação é executar o agente em servidores isolados ou em computadores secundários, de modo a proteger chaves de acesso e dados sensíveis. Um dos desenvolvedores reforça que é fundamental ler atentamente os manuais de segurança antes de conectar o robô à rede.

Imagem: Divulgação

O agente segue sendo testado por heavy users que exploram sua capacidade de automação local, mas a comunidade de segurança segue em alerta para possíveis vulnerabilidades que possam surgir com a maior adoção da ferramenta.





Com informações de Olhardigital