A Nestlé lançou um site que permite aos consumidores verificar se suas barras de KitKat fazem parte de um carregamento roubado. A ação, divulgada no 1º de Abril — data conhecida pelo Dia da Mentira — mistura peça de marketing com uma ocorrência real: mais de 400 mil unidades foram levadas em um assalto recente.

O que aconteceu

Ao todo, 431.793 barras de KitKat, cerca de 12 toneladas, foram roubadas de um caminhão que transportava produtos da fábrica no centro da Itália para a Polônia. O furto ocorreu durante o trajeto de distribuição entre os dois países, na Europa.

Como funciona a verificação

No site criado pela empresa, o consumidor insere o número de remessa indicado na embalagem do produto para checar se aquela unidade consta entre as registradas como roubadas. A Nestlé informa que a iniciativa é uma forma de aproveitar a repercussão do roubo, mas que não há intenção de recuperar fisicamente os itens com os proprietários — ou seja, a empresa não vai confiscar barras em posse de consumidores.

Comunicações e segurança

A companhia registrou o incidente junto à União Internacional de Seguros Marítimos (IUMI) e à Associação de Proteção de Ativos Transportados (TAPA). Em comunicado, a Nestlé ressaltou que as barras comercializadas por canais regulares não oferecem risco sanitário; quanto às unidades roubadas, a empresa afirmou não ser possível garantir as mesmas condições de segurança, considerando que podem ter sido submetidas a alterações.

Investigação e antecedentes

Além do aspecto promocional, a plataforma também pode servir como ferramenta para mapear a circulação das remessas subtraídas: informações inseridas pelos consumidores ajudam a rastrear onde as unidades estão sendo distribuídas, o que pode apoiar o trabalho dos investigadores. O texto lembra caso semelhante em 2023, quando um homem no Reino Unido foi preso após o roubo de mais de 200 mil ovos de chocolate Cadbury Creme Egg.

Imagem: Divulgação

Apesar da data escolhida para divulgar a iniciativa, a Nestlé confirma que o furto é real e que o site foi criado para envolver o público na identificação das remessas afetadas, mantendo a colaboração com autoridades e seguradoras.





Com informações de Tecmundo