O óleo de borragem tem sido procurado por pessoas que buscam alternativas para reduzir sintomas da tensão pré-menstrual (TPM), como cólicas, dor nas mamas, retenção de líquido e alterações de humor. A substância tem ganhado atenção tanto em consultas médicas quanto em recomendações populares, e passou a aparecer com maior frequência em estudos científicos nos últimos anos.
O que é o óleo de borragem
Obtido a partir das sementes da planta Borago officinalis, o óleo de borragem é extraído das partes mais oleosas das sementes e é comercializado em cápsulas ou em preparações tópicas para aplicação na pele. A planta é originária de regiões de clima temperado, mas já se adaptou a diferentes países, inclusive o Brasil.
Por que chama atenção na TPM
O interesse deriva da presença do ácido gama-linolênico (GLA), um ácido graxo da família ômega-6, que em estudos experimentais mostrou atividade anti-inflamatória. A hipótese é que o GLA possa influenciar a produção de mediadores da resposta inflamatória, o que motivou pesquisas sobre seu uso em condições que variam de dores articulares até sintomas pré-menstruais.
O óleo de borragem funciona para TPM?
Algumas pesquisas clínicas registraram redução da dor mamária cíclica e melhoria em escores que avaliam sintomas físicos e emocionais em pessoas que utilizaram o suplemento por determinado período. No entanto, esses estudos, em sua maioria, tiveram número pequeno de participantes e curtos períodos de acompanhamento. Até 2026, a literatura aponta potencial para amenizar certas manifestações da TPM, mas não há consenso que confirme eficácia consolidada.
Especialistas destacam a necessidade de ensaios clínicos maiores, com controles rigorosos e seguimento prolongado para validar benefícios e definir doses ideais. Por esse motivo, o óleo de borragem costuma ser classificado como opção complementar, não substituta de tratamentos validados para TPM, como ajustes hormonais, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico.
Uso clínico e recomendações práticas
Na prática, alguns profissionais indicam o óleo de borragem em conjunto com outras medidas, como suplementação de magnésio, vitamina B6 e intervenções comportamentais (sono adequado, manejo do estresse, redução de ultraprocessados e açúcar). Em geral, a orientação é testar por ciclos menstruais, com monitoramento dos sintomas, já que é difícil isolar o efeito do óleo dentro de abordagens integradas.
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Fora da TPM, o óleo em cápsulas também aparece em indicações populares para artrite reumatoide, asma e quadros de pele como dermatites, rosácea e acne. Em uso tópico, integra cremes e óleos corporais para hidratação e alívio de áreas ressecadas. Estudos costumam usar doses de GLA na faixa de aproximadamente 240 mg a 480 mg por dia, geralmente divididas em duas tomadas. A absorção tende a ser melhor quando tomado com refeições que contenham gordura, e a resposta pode levar semanas ou meses.
Questões como uso concomitante com anticoncepcionais devem ser avaliadas individualmente pelo ginecologista, especialmente em pessoas com histórico de trombose, enxaqueca com aura ou outros fatores de risco. Para uso contínuo, recomenda-se revisão periódica com o profissional responsável e, quando indicado, ciclos de uso com reavaliações regulares.
O post sobre o potencial do óleo de borragem na TPM mostra que, embora haja sinais de benefício em estudos menores, são necessários trabalhos mais amplos e controlados para confirmar eficácia e segurança a longo prazo.
Com informações de Correiobraziliense

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6