Descontinuação do GPT-4o causa protestos

Em 13 de fevereiro, a OpenAI anunciou o fim do suporte ao modelo GPT-4o, gerando manifestações de insatisfação entre usuários. Muitos relatam ter estabelecido vínculos afetivos com a inteligência artificial, criticando a retirada repentina do serviço. Nas redes sociais, tuítes e posts expressaram desapontamento, apontando para a dependência emocional que alguns desenvolvem ao interagir com chatbots avançados.

Apego a assistentes virtuais em foco

O episódio suscitou questionamentos sobre os limites do relacionamento humano com sistemas de IA. As reações indicam que ferramentas de linguagem natural podem ultrapassar a barreira da simples utilidade, alcançando vida afetiva dos usuários. Especialistas alertam para riscos de desilusão e de substituição de contatos sociais reais por companhias artificiais.

Discussão na coluna Fala AI

O tema ganhou destaque na coluna Fala AI, assinada por Roberto Pena Spinelli. Físico formado pela USP, com especialização em Machine Learning pela Universidade de Stanford, Spinelli é pesquisador na área de Inteligência Artificial. Em sua análise, ele avalia o comportamento dos internautas e o impacto psicológico do uso prolongado de modelos conversacionais.

Novos lançamentos e serviços em IA

Na mesma edição, Spinelli comenta o Seedance 2.0, plataforma de geração automática de vídeos lançada pela ByteDance, dona do TikTok. Segundo o pesquisador, o modelo demonstra avanços na criação de conteúdo audiovisual, oferecendo edições rápidas e personalizadas a partir de prompts textuais. A ferramenta mira criadores de mídia e agências de publicidade.

Imagem: Divulgação

Anúncios no ChatGPT

Outra pauta abordada pelo colunista é a introdução de publicidade no ChatGPT. A OpenAI começou a veicular anúncios em sua interface, buscando novas fontes de receita. A medida divide opiniões: enquanto alguns enxergam potencial de monetização para manter serviços gratuitos, outros temem que a experiência de usuário seja prejudicada pelo excesso de mensagens comerciais.

Com informações de Olhardigital