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A OpenAI anunciou planos de destinar uma parcela de ações a investidores de varejo quando realizar sua oferta pública inicial (IPO). Em entrevista à CNBC na quarta-feira (8), a diretora financeira Sarah Friar afirmou que a empresa “com certeza” vai reservar lotes para investidores individuais, com o objetivo de ampliar o acesso ao valor criado pela tecnologia de inteligência artificial.
Quem, o quê e quando
Quem: OpenAI, representada pela CFO Sarah Friar.
O quê: intenção de reservar ações do IPO para investidores de varejo.
Quando: declaração dada em 8 de abril de 2026; IPO previsto para o final de 2026.
Por que a medida
Segundo Friar, a iniciativa busca evitar a concentração dos ganhos da IA entre poucos fundos e ampliar a participação pública no crescimento da companhia. A CFO afirmou que a abertura ao investidor comum também é uma forma de construir confiança em torno das atividades da empresa.
Como foi justificada
Friar relacionou a estratégia à sua experiência anterior como CFO da Square (atual Block) e citou modelos de participação pública adotados por Elon Musk em empresas como Tesla e SpaceX. Ela destacou ainda o apelo de consumo da OpenAI, dona do ChatGPT, como um fator que pode atrair pessoas interessadas em “ter um pedaço” da líder em IA.
Dados financeiros e de crescimento
Na última rodada privada, a OpenAI tinha buscado US$ 1 bilhão junto a indivíduos e acabou arrecadando US$ 3 bilhões. Friar também ressaltou que a capacidade computacional é hoje a principal vantagem competitiva e que a empresa planeja investir US$ 600 bilhões (aproximadamente R$ 3 trilhões) em servidores e data centers nos próximos cinco anos.
Imagem: Divulgação
Contexto interno e corporativo
A declaração ocorre em meio a divergências internas sobre o cronograma do IPO entre Friar e o CEO Sam Altman, conforme reportado anteriormente. Altman pressiona para acelerar o processo enquanto Friar apontou falhas em controles internos e disse que operar como companhia aberta é uma questão de “higiene corporativa”.
Do ponto de vista de receita, a OpenAI já registra avanço no mercado corporativo: a diretora de receita Denise Dresser afirmou que o setor empresarial responde por 40% do faturamento. A área corporativa pode igualar o segmento de consumo até o fim de 2026, se mantiver o ritmo atual. Um exemplo de crescimento é o Codex, ferramenta para desenvolvedores, que saltou para 3 milhões de usuários em um trimestre.
Ao abrir capital, a empresa pretende diversificar fontes de financiamento, reduzindo dependência exclusiva de rodadas privadas e facilitando acesso a mercados de dívida e crédito para enfrentar concorrentes como Google e Anthropic.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6